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Campo Grande, Segunda-feira, 22 de Janeiro de 2018

06/04/2010 13:15

Psiquiatria do Regional apresentava problemas desde 2007

Redação

A situação da ala psiquiátrica do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul Rosa Pedrossian preocupava funcionários e o corpo clínico desde 2007. As condições de segurança e estrutura foram discutidas várias vezes e também cobradas soluções.

O incêndio ocorrido no sábado foi o desfecho de uma situação que se arrasta há três anos. Trabalhadores do setor contaram que a precariedade era maior. Um servidor observou que construíram a ala no 5º andar, mas não colocaram grades nas janelas. Houve caso de paciente que se jogou do local e outro fugiu.

Em reunião realizada em 29 de outubro de 2007, que teve a presença da direção do HR, os servidores reclamaram da falta de segurança e da necessidade de adequação da estrutura do local.

A reunião foi feita após um funcionário da ala psiquiátrica ter sido refém de um paciente que queria fugir. Na época, o Conselho Local de Saúde analisou a proposta para reduzir o número de leitos da psiquiatria e não para investir em mais segurança.

O presidente do Sintss (Sindicato dos Trabalhadores na Seguridade Social), Julio César das Neves, acusou a direção de tentar terceirizar o setor. "Eles querem transferir a responsabilidade da psiquiatria para ONG's (Organizações Não-Governamentais). Não querem arcar com saúde mental no hospital", denunciou.

Neves ressaltou que a brigada de incêndio do hospital não é eficiente, alarmes e extintores de incêndio não funcionam: "Se alguém acionar o alarme nada acontece. E pode checar os extintores, estão todos vencidos", alertou.

A reportagem fotografou um extintor no refeitório do hospital cuja manutenção venceu em fevereiro desse ano.

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