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Meio Ambiente

Quatro meses após operação, pousada que usava jacarés como atrativos pede suspensão de licença

Fabiano Arruda | 16/02/2012 12:54
Jacarés eram atração turística na Pousada Cacimba de Pedra, que está fechada. (Foto: Divulgação)
Jacarés eram atração turística na Pousada Cacimba de Pedra, que está fechada. (Foto: Divulgação)

Quatro meses após a Operação Caiman, desencadeada pela Polícia Federal para investigar irregularidades na criação de jacarés, a Pousada Cacimba de Pedra, em Miranda, onde os répteis eram atração turística, não está funcionando e teve licença suspensa pelo Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul).

Segundo funcionário da administração da pousada, José Romeu, a suspensão ocorreu a pedido da própria direção e por questões administrativas, já que o estabelecimento não estava funcionando mais.

Segundo publicado no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira, a vigência da licença de instalação, em nome de Rosaura de Oliveira Dittmar, foi suspensa por prazo determinado de 180 dias. Conforme o texto, a licença havia sido concedida em outubro do ano passado, na mesma época em que começaram as investigações.

O Imasul, na publicação, ressalta que pode, a qualquer tempo, rever ou anular seus atos quando “eivados de vício, por critérios de legalidade, conveniência e oportunidade Administrativa”.

Segundo informações do Ibama (Instituto Brasileiro Meio Ambiente e Recursos Renováveis), a pousada estava embargada desde a operação.

Rosaura Dittmar, em nome de quem está a pousada, é esposa de Gerson Zahdi, funcionário aposentado do IBama que era registrado como único criador de jacarés de Mato Grosso do Sul. Ele chegou a ser preso, no ano passado, junto com a mulher e a filha, pela Polícia Federal, acusado de crimes ambientais na criação de jacarés.

A investigação também resultou na demissão do então superintendente do Ibama, David Lourenço, e na determinação de correição no Ibama, cujos resultados não foram divulgados ainda.

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