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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

17/03/2011 17:57

Superlotação transforma pronto-socorros em “leitos de internação”

Aline Queiroz

17/03/2011 17h57

Macas do Samu ficam retidas em hospitais

Pronto-socorro da Santa Casa lotado esta tarde. (Foto: Simão Nogueira)Pronto-socorro da Santa Casa lotado esta tarde. (Foto: Simão Nogueira)

Pronto-socorros dos principais hospitais de Mato Grosso do Sul estão lotados. Macas foram transformadas em “leitos de internação”, na Santa Casa de Campo Grande e no Hospital Universitário da Capital.

Na Santa Casa de Campo Grande, por exemplo, há 58 pessoas no pronto-socorro, setor que deveria ser apenas a "porta de entrada" para o hospital.

No setor existem 24 leitos e, para atender a todos os pacientes, a direção do hospital foi obrigada a espalhar macas pelos corredores.

No pronto-socorro os pacientes poderiam ficar apenas até receber encaminhamento médico, o que não tem ocorrido.

Situação semelhante é observada no Hospital Universitário de Campo Grande.

Na unidade médica, a capacidade do pronto-socorro é para 32 pessoas. Hoje, havia 65 pessoas “internadas” no local.

Os corredores estão lotados e não há mais onde colocar macas.

Segundo a assessoria de imprensa do HU, por este motivo macas do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) ficaram retidas no hospital ontem, situação recorrente.

Ontem de manhã, a situação do setor de emergência levou ao extremo de ter apenas duas das 14 viaturas do Samu para atender toda a cidade.

O coordenador do Samu, Mauro Ribeiro, explica que o HU tem maior histórico em relação a este problema. “Santa Casa e HR (Hospital Regional) quase nunca”, enfatiza.

Ele ressalta que os profissionais do Samu não têm o que fazer diante deste quadro.

“Não dá para deixar paciente no chão”, completa.

Entretanto, sem maca a viatura não pode continuar os atendimentos, que chegam a 200 em dias tumultuados.

De acordo com o coordenador, todo mês são feitas reuniões para pactuação, que define qual a atribuição de cada hospital no contexto da saúde pública.

A diretoria do HR (Hospital Regional) foi procurada por telefone para divulgar os números da superlotação, porém, só poderia responder à reportagem à noite.

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Infelizmente este é o retrato da saúde pública do Brasil, e principalmente de Campo Grande. Nossos administradores eleitos, não tem a capacidade de resolver este grave problema que aflige a população.
 
Luiz Felipe em 18/03/2011 09:19:15
Se olharmos lá na Constituição Brasileira vamos deparar com a determinação da Lei que diz que a saúde é um direito de todos e dever do Estado e de preferência deve ter seus hospitais e postos de Saúde para o devido atendimento aos moradores da cidade. O Município de Campo Grande não tem um hospital e por isso sempre contou com toda a grande estrutura da SANTA CASA. Nesse caso, tem muita gente que acha que a SANTA CASA é a responsável pela saúde da nossa cidade. Por lei todo município é responsável direto pela saúde e pelo atendimento primário do PRONTO SOCORRO. Campo Grande não tem um PRONTO SOCORRO e a SANTA CASA sempre cumpriu esse papel no atendimento. Esse hospital não pode continuar responsável financeiramente pelo PRONTO SOCORRO que agora felizmente está sendo substituído pelos POSTOS de SAÚDE principalmente os 24 horas. Pelas diretrizes do SUS essa nova formatação de saúde vai tendo maior poder de solução nos atendimentos á população. O PROBLEMA É QUE NA PRÁTICA O POVO CONTINUA SOFRENDO. FALTAM MEDICOS, FALTAM MEDICAMENTOS, FALTAM ESPECIALIDADES! A SANTA CASA é uma entidade FILANTRÓPICA tem ao longo dos anos atendido o povo nos problemas de SAUDE na média e alta complexidade e esses serviços deveriam ser contratados pelo Município que deveria remunerá-la pelo seu valor verdadeiro e não pela tabela do SUS. A constatação é lógica: a tabela do SUS leva ao DEFICIT CRÔNICO. Por isso que o maior e mais completo HOSPITAL da nossa cidade entrou nessa crise crônica que nem mesmo um MÁGICO da economia conseguiria resolver. Quem perde com tudo isso é POVO que passou a ter atendimento difícil chegando ao ponto de nem encontrar vagas para internações e até cirurgias. Foi diante dessa crise na SANTA CASA por falta de repasses das verbas contratualizadas com o MINISTÉRIO DA SAUDE que o Prefeito em dezembro 2004 resolveu sob orientação dos MINISTÉRIOS PUBLICOS, decretar a “REQUISIÇÃO DO HOSPITAL SANTA CASA”. Se olharmos sob o ponto de vista jurídico foi uma ESTUPIDA violência contra a expressa proibição de interferência do poder ESTATAL na liberdade e no livre funcionamento das associações e contra o respeito ao direto de propriedade. (art. 5, XVII, XIX e XXII) da nossa Constituição Federal. Ao invés do Prefeito ajudar a SANTA CASA a ter as verbas com valores reais liberadas no MINISTÉRIO DA SAUDE preferiu, sob orientação de “alguns iluminados” decretar a intervenção no maior Hospital do Estado. É claro que a falta de verbas publicas para fazer um hospital particular funcionar adequadamente “não é um perigo eminente” que autorize o poder publico a requisitar os bens de uma entidade privada. Então vejamos. No dia 30 de dezembro de 2007 completaram-se três anos da intervenção. A Prefeitura até aquela data recebeu 45 milhões a mais de RECURSOS do Governos Federal e Estadual. Apesar disso tudo a dívida aumentou para 57,8 MILHÕES; foram 265 ações ajuizadas contra a SANTA CASA; fora isso aconteceram inúmeras penhoras em bens e equipamentos da entidade. O pior de tudo foi que DIMINUIU a quantidade de LEITOS; diminuiu a QUALIDADE dos serviços prestados à população; os equipamentos do hospital foram na maioria SUCATEADOS. O PIOR de tudo isso foi que INTERVENÇÃO USOU o nome da ASSOCIAÇÃO legitima condutora da entidade SANTA CASA. Usaram seu CNPJ e suas CONTAS BANCÁRIAS. Enquanto isso o Prefeito, Secretário de Saúde e o Interventor na época não sabiam nem informar o quanto era a dívida, mas os CREDORES sabiam por isso eles ajuizaram 265 ações! Apesar do Prefeito naquela data ter anunciado que tudo estava PAGO, o Dr. Trombini confirmou na época a imprensa quanto foram às penhoras em dinheiro, carros, equipamento e outros bens! De lá prá cá a INTERVENÇÃO contou com outros gestores que nada acrescentaram e a SANTA CASA só regrediu, sua dívida aumentou, muitos serviços foram terceirizados, o quadro funcional foi reduzido a qualidade dos serviços ficou crítica. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul reformou a decisão de primeira instância, que transferia o comando da Santa Casa para a Associação Beneficente de Campo Grande. Com isso, ficou assegurado à junta interventiva formada por Prefeitura e Governo o direito de administrar o maior hospital do Estado até o ano de 2013. No julgamento ficou reconhecida a importância da auditoria e da empresa de consultoria em gestão hospitalar. Ficou evidente na avaliação que a INTERVENÇÃO não ACRESCENTOU nenhuma melhora para a administração do hospital, bem como a apresentação de solução para os problemas que atinge o grande Hospital SANTA CASA. Até a Empresa especializada em administração hospitalar de São Paulo, contratada para fazer a gestão teve que pular do barco – dizem até que teve luta corporal por conta da junta interventora discordar das novas diretrizes ditadas pela empresa contratada. Se o município com toda essa junta não conseguiu sanear e resolver a situação do maior Hospital do Estado, ninguém poderá alegar mais nada contra a direção da ASSOCIAÇÃO que sempre teve a clareza de que os recursos para manter esse hospital deveriam ter a contra partida do Ministério da Saúde dentro das reais condições dos valores dos serviços que a entidade filantrópica presta a toda população de Campo Grande e até para pessoas de outros estados! Setores organizados da nossa sociedade, o Conselho Municipal de Saúde, os Sindicatos dos trabalhadores e Médicos e toda população da cidade precisam estar atentos, esclarecidos de toda situação desse hospital tão importante para a saúde do nosso Estado. Sou um cidadão grato a SANTA CASA por que lá estive internado por quase um ano lutando contra uma doença severa que determinou a retirada de todo meu intestino grosso (colectomia total e íleo anastomose). Conheço a realidade dessa Entidade associativa e por isso acompanho seu calvário e toda a injustiça praticada contra o maior hospital que precisa hoje do apoio da população e a compreensão de todos os moradores da nossa cidade e Estado! A SANTA CASA merece mais respeito! Prof. Jânio Batista de Macedo-Presidente do SINDNAPI MS - Sindicato Nacional dos Aposentados Pensionista e Idosos - Regional Mato Grosso do Sul.
 
Janio Batista de Macedo em 18/03/2011 02:30:59
Quem precisa ou precisou de uma unidade de saúde pode descrever como é TRISTE sermos tratado como ninguém! Há até uma boa vontade de algum servidor, mas isto é raro, o que vemos mesmo é um descaso total das autoridades públicas, este que por meio dos nossos VOTOS estão lá para atender as necessidades de toda uma população, que não tem recurso para pagar um plano médico ou atendimento particular. Amigos, só lamentar não adianta, precisamos agir em defesa de nossos direitos. Como fazer? VOTAR CONSCIENTE.
 
JULIANO MACEDO em 18/03/2011 01:46:17
Os principais problemas de um hospital giram em torno das relações humanas, infelizmente. Uma atendente que solta uma grosseria, um médico que se mostra indiferente, enfim. Mas eu sou testemunha de que a ouvidoria da Sesau tem sido bastante eficiente na hora de advertir a má postura de alguns profissionais que sujam o nome da saúde pública. outro problema é a falta de médico, mas não pela não-contratação em si, mas pelo pouco interesse dos profissionais, o que é uma pena. A falta de pediatras nos postos é um bom exemplo disso, infelizmente. E, por fim, o outro problema é que as pessoas simplesmente não se cuidam, o que é um grande reflexo dessa superlotação... Comem o que querem (e muitas vezes não podem) e passam mal. Dirigem em alta velocidade e sofrem acidentes. as pessoas também precisam olhar mais para sua própria saúde. Nesse ponto, acredito que as ações preventivas, como o combate ao diabetes, obesidade, tabagismo e outras doenças que culminam nas maiores ocorrências das emergências, são a chave para solucionar este problema. E nesse ponto, parabenizo a Sesau pelo trabalho preventivo que vem fazendo.
 
Fernando Mazza em 17/03/2011 06:50:22
É! Eu acho que devemos começar a votar em prefeito e governador médicos para arrumar a situação!!!
 
Mario Gomes em 17/03/2011 06:36:42
Lamantavelmente hoje tive que passar pelo pronto SOCORRO, da Santa casa.
Um absurdo que maneira de certos procedimentos que ali esta sendo adotado.
Pois meu Pai chegou as 06hs:57mm os medico de plantão solicitou exames que foram realizados as 09hs00mm.Porem o medico de plantão cardiologista do horario diurno não pode avaliar.Alegação e que somente o cardilogista do plantão da noite, que passou poderia fazer a tal avaliação.Sendo nque os exames solicitados foram pelo cardiologista da noite e sim um planotista clinico geral,Os enfermeiros não poderia dar, nem autorizar a alimentação sem a autorização do medico.Pois bem meu pai com 92,anos ficou ate as 16hs 30 mm sem receber medicação e qualquer alimentação.
E estes servidores da santa casa estão transfformando os pacientes em massa de manobra com algum fins sindical.E o senhor PREFEITO , GOVERANADOR E MINISTERIO PUBLICO??CADE???
 
GERALDO MENEZES em 17/03/2011 06:14:43
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