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Em Pauta

14,7% - o recorde do desemprego em 45 anos

Por Mário Sérgio Lorenzetto | 30/05/2021 08:54
Campo Grande News - Conteúdo de Verdade

A taxa de desemprego bateu recorde no último trimestre: 14,7%. O dado foi divulgado pelo IBGE, como parte da PNAD Continua. Maior número na série histórica, iniciada em 2012. O recorde anterior era de 14,6%, registrado no terceiro trimestre do ano passado.


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Nem tanto ao sol.

Há de se compreender, no entanto, que o primeiro trimestre de cada ano costuma ser maléfico para a taxa de desemprego. O emprego, costuma ter alta nos finais de ano, época em que o comércio fica mais movimentado com vagas temporárias. Logo a seguir, no primeiro trimestre, as vagas desaparecem e a taxa aumenta. É um movimento sazonal. Todavia,, em 2020 e 2021, a queda do emprego se deu em patamares que já estavam elevados. A empregabilidade era ruim... piorou.


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Os piores momentos do desemprego. Anos 80.

Observem o gráfico. Nos anos 80, bem ou mal, a economia estava operando. Havia grande volatilidade, mas o emprego não estava tão afetado. Também havia inflação alta, mas os salários se ajustavam muito rapidamente. As pessoas acabavam encontrando trabalho. E não havia nenhum grande choque que interrompesse a atividade econômica.


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A explosão nos anos Dilma.

Foi um governo campeão em erros. A economia teve uma das maiores recessões de sua história, entre 2014 e 2016. Atingiu em cheio o mercado de trabalho. Conseguiram o impossível: instalaram a bagunça generalizada em um país historicamente bagunçado. Instalou-se uma crise fiscal séria. Que permanece. A queda de investimentos foi estrondosa. E continua. O resultado é o esperado: a taxa de desemprego foi às nuvens - saiu de 6% para flutuar nos 12%.


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Não há como sair do desemprego em pouco tempo.

E veio a pandemia e a ineficiência de Guedes. Um choque brutal que atingiu fortemente os serviços - área que costuma empregar muito. Não há como realocar rapidamente essas pessoas que perderam o emprego nos serviços em outros setores porque eles não estão crescendo em capacidade para absorver tanta gente. Houve uma potencialização. Somou a brutal crise de desemprego da era Dilma com a pandemia e ineficiência. So há uma saída: o crescimento positivo do PIB per capita. Mas essa é uma atitude impensável para Guedes.

Crédito: NEXO Jornal

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