O judeu do Irã toca o violão, bebe vinho e come sorvete
A comunidade judaica no Irã, com mais de 3.000 anos de história, é uma das mais antigas do mundo. Hoje, tem aproximadamente 20.000 membros, principalmente em Teerã. Embora a relação com o regime dos aiatolás seja complexa, eles são reconhecidos como minoria religiosa, possuem assento no parlamento e desfrutam de relativa liberdade de culto. Há no Irã cerca de 60 sinagogas ativas, todas celebram suas tradições. O Irã protegia, na Antiguidade, os judeus escravizados pelos iraquianos. Assim como também era um oásis para os judeus perseguidos pelos cristãos na Idade Média. Os judeus do Irã também se consideram herdeiros da tradição persa. Os persas adotam o zoroastrismo e não o islamismo. O zoroastrismo foi a primeira religião a cultuar um só Deus. É o petróleo que dá as cartas na guerra atual, e não a história.
Todos são ufanistas.
Os iranianos, principalmente os da etnia persa, majoritária, mas hoje quase sem poder, cultivam a certeza de pertencer a uma das mais antigas e gloriosas civilizações. Alimentam com orgulho a memória de um povo que dominou boa parte do mundo graças a sucessivos impérios e cuja ciência um dia iluminou a humanidade. Criança crescem ouvindo histórias sobre o papel central de seu país na história do mundo. Todos tem a noção enraizada de que constituem um povo nobre (a palavra “ariano”, significa “nobre”, e provem de iraniano). Há muito iranianos ateus ou alheios à religião, mas todos são ufanistas.
Triunfalismo, teriam criado o violão, vinho e sorvete.
Há um imenso triunfalismo na cabeça de cada iraniano. Um fervor nacionalista que soa ingenuidade ou arrogância. Iranianos, por exemplo, reivindicam a paternidade sobre algumas das principais invenções da humanidade: violão, vinho, sorvete, sistema postal, anestésicos e refrigeração de ar, entre muitas outras. Existe, ainda, quem se ofenda se o interlocutor não comprar a ideia de que até as pirâmides egípcias são, em realidade, obra de engenheiros do Irã.
As mulheres mais bonitas do mundo.
Eles consideram o Irã a melhor de todas as nações. A ideia de grandeza traduz o sentimento geral de uma suposta superioridade étnica. Se enxergam como um povo nobre e puro. Irã, significa no milenar idioma sânscrito, “terra dos nobres”. Para agradar um iraniano, concorde que seu país tem as pessoas mais inteligentes, as mulheres mais bonitas do mundo, a gastronomia mais rica, o artesanato mais refinado e os mais belos jardins da face da Terra. Retire da lista a qualificação de “pessoas mais inteligentes” e estará perto da verdade. Quanto às mulheres, realmente, são consideradas belíssimas
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