As guerras ensinaram que nossos fazendeiros precisam conhecer suas terras
Os extremistas Trump e Netanyahu enfrentando radicais religiosos iranianos de um lado, Putin lutando contra Zelensky do outro lado do mundo. As duas guerras parecem não ter fim. Ambas destruíram a organização dos mercados agrícolas e aumentaram o risco de uma crise mundial de segurança alimentar. Ensinaram que a agricultura e a bovinocultura são perigosamente frágeis, vulneráveis às alterações das cadeias que vendem fertilizantes e combustíveis. O Brasil deveria aprender, antes que os loucos e gananciosos destruam tudo, que precisamos nos preparar melhor. O mundo não tem um mecanismo coordenado de reservas para esses insumos.
É culpa de todos os governantes.
É inadmissível que o Brasil produza muito petróleo mas não tenha diesel e nem fertilizantes. Todos sabem que o diesel vem do refino do petróleo, mas poucos entendem que os fertilizantes vem da amônia, um derivado do gás. Como explicar que após tantos anos de grande produção petrolífera somos dependentes da importação de diesel e de fertilizantes? Uma palavra explica essa dependência: incompetência.
Petróleo é história antiga.
A história da nossa produção é antiga. Começou com a extração de betume na Bahia na época imperial. Após dezenas de ano, o pais sabia que necessitava produzir petróleo, mas os governantes sempre foram indiferentes ou apenas politiqueiros, indiferentes às reais necessidades. Até que veio a crise mundial de petróleo. Em 2006, há vinte anos, finalmente começamos a retirar petróleo do fundo do mar.
O papel do fazendeiro é conhecer suas terras.
O fazendeiro brasileiros médio poço conhece suas terras. Desperdiçam enormes quantidades de fertilizantes e combustíveis. Aprenderam que há necessidade de máquinas e conhecimentos científicos, mas não compreenderam que o solo é seu principal “produto”. Os melhores sistemas em uma fazenda não são necessariamente aqueles que aplicam mais fertilizantes e gastam mais diesel, são aqueles que aplicam os nutrientes mais adequados, no lugar adequado e no momento adequado. Para atingir esse ideal só há uma saída: conhecer cientificamente cada palmo de sua terra. Construir uma cartografia de cada metro de sua fazenda é o papel fundamental para que não falte alimento.
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