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01/10/2017 08:55

Babá da engenhoca que explodiu

Mário Sérgio Lorenzetto
Babá da engenhoca que explodiu

Oppenheimer estava preocupado. É que o Projeto Manhatan era tão grande. Havia mais de trinta canteiros e escritórios, com nada escrito nas portas. E havia, acreditem, 130 mil pessoas trabalhando naquilo. Cento e trinta mil bocas potencialmente frouxas. Mais frouxas que a boca do Palocci. E por mais que fizessem todo tipo de esforço para evitar que essas pessoas conversassem entre si, ainda assim havia gente demais que estava sabendo demais. Por mais que se esforçassem para que ninguém imaginasse que estavam construindo a coisa mais mortal que já fora construída no mundo, ainda assim havia gente demais que estava sabendo demais. Espiões e delatores potenciais sempre estão presentes onde moram os segredos. E havia sabotadores potenciais demais, que conheciam formas demais de impedir que aquilo detonasse.
E agora a engenhoca - era assim que eles chamavam a coisa mais mortal já construída no mundo - estava lá. Sozinha, no meio do deserto, pendurada em uma torre de aço. A trinta metros de altura. E uma tempestade se aproximava.
Dois anos antes, a esposa de Don Hornig, Lilly, atendeu o telefone na pequena casa em que o casal morava. Eles tinham acabado de se mudar. Depois de Don ter defendido seu doutorado em Harvard. O homem ao telefone disse que o governo de seu país precisava de Donald. Ele não podia dizer qual era o projeto. Não podia dizer qual seria seu trabalho. Não podia dizer para onde iriam. Mas era melhor irem de uma vez.
Robert Oppenheimer estava procurando alguém para ficar de babá da bomba atômica. Ele precisava de alguém que entendesse como a bomba funcionava. Donald Hornig entendia. E eles precisavam de alguém jovem. Hornig tinha apenas 23 anos. Os outros cientistas eram importantes demais, não podiam ser perdidos. Don foi a babá da bomba que estava sendo construída por dois anos.
Em algum momento depois da meia-noite do dia 16 de junho de 1945, poucas horas antes da Experiência Trinity, que levaria a Hiroshima, Nagasaki, ao fim da guerra e ao início da guerra fria. A décadas de arrependimento. Medos e catástrofes ambientais onde centenas de bombas foram testadas. Nesse dia, um sujeito de 25 anos de idade ficou sentado em uma pequena caixa de folhas onduladas de alumínio, com apenas três paredes, com uma lateral aberta para o mundo, trinta metros acima do deserto, no topo de uma torre, no meio de uma tempestade.
Enquanto chovia Don ficou sentado em uma cadeira dobrável, folheando um volume todo amassado de histórias cômicas. Tentando não pensar m que estava prestes a acontecer. Enquanto os cientistas calculavam quantas pessoas morreriam, dependendo dos vários resultados do teste.
Era só um cara. Em uma caixa. Com uma bomba. E ela explodiu.
Era só um cara louco. Em uma Casa Branca. Dono de milhares de bombas atômicas.
Era só um gordinho maluco. Em um palácio asiático. Dono de muitas bombas.
Um xingava o outro. O outro xingava também.
Somos Donalds Hornigs. Em uma caixa. Com uma bomba. E ela....

Babá da engenhoca que explodiu
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Todos temos a experiência de visitar um médico e observar sua impotência quando algum tratamento não responde às sintomatologias mais comuns. E sabemos, que nesses casos, a maioria das vezes enfrentaremos uma lenta peregrinação por especialistas brasileiros. Um trâmite que pode ser excessivamente demorado e até fatal.
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Quanto pagaria para nunca mais fazer a cama?

Uma cama feita. O edredon completamente esticado. A residência organizada. Pode ter isso sem mover uma mão. Como? Graças a um invento canadense chamado SmartDuvet. É basicamente um edredon inteligente que é manejado por meio de um aplicativo.
O produto, segundo explicações de sua web oficial, além de arrumar a cama para seu dono permite que a temperatura se ajuste individualmente para cada lado da cama. Obviamente, tudo graças à tecnologia. Os criadores inventaram uma espécie de grelha que é colocada abaixo do edredon que quando ativado gera uma corrente de ar que se expande por todo o edredon até deixá-lo esticado. Por outro lado, esse edredon têm um dispositivo de ventilação que é capaz de detectar a temperatura da residência e pode gerar ar quente ou frio segundo a solicitação do usuário. O produto estava à venda por US$359 e, no momento, há uma promoção que reduz o custo para US$199.
Essa não é a única empresa que pensa em camas. A companhia Sleep Number desenvolveu uma cama inteligente que têm diferentes sensores. Também têm um algoritmo próprio que aprende os hábitos do usuário para melhorar seu sono. É manejada por meio de um aplicativo. O usuário decide a temperatura do colchão e tem um sistema de lâmpadas LED, que podem ser programadas na hora que devem começar a acender, servindo como um despertador luminoso. Começa com uma luz tênue que aumenta pouco a pouco. Também detecta os sons dos roncos e automaticamente ajusta a dureza de sua superfície para melhorar a respiração. O único "defeito" dessa cama é o preço: US$4.599.



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