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Em Pauta

Ciência: as consequências de praticar esportes com máscara

Por Mário Sérgio Lorenzetto | 23/07/2020 08:04
Campo Grande News - Conteúdo de Verdade

Dificultam a respiração? Molham com o suor? Afetam o rendimento esportivo? Estas são algumas das questões que a Universidade de Valência, na Espanha, resolveu testar. Para isso, submeteu a uma prova de esforço três grupos de corredores e corredoras com distintos níveis de atitude.


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Testes e mais testes.

Registraram os dados da frequência cardíaca, os níveis de lactato no sangue (que é um indicador de fadiga), a saturação parcial de oxigênio e o esforço percebido (uma variável subjetiva). Cada participante correu em três ritmos distintos em provas de dois a quatro minutos, com um minuto de recuperação.


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O uso de máscara muda muito pouco.

As conclusões apontam que o uso de máscara muda nossas reações muito pouco. A frequência cardíaca aumentou entre 3% e 9%. A diferença de saturação de oxigênio foi insignificante: de 0% a 2%. Os valores de lactato tampouco mudaram. Os níveis de esforço percebido (a prova subjetiva) foi a única variável que mudou significativamente: entre 13% e 50%. Isto significa que usar máscara para praticar esporte não muda nada em nosso organismo. Só há mudança cerebral. A pessoa acredita que respira pior, ainda que esteja respirando normalmente. Tal como trabalhar usando máscara, praticar esporte mascarado, é só uma questão de rápida aceitação e adaptação.