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Em Pauta

"Faça amor, não faça a guerra", um legado que se eterniza

Por Mário Sérgio Lorenzetto | 01/04/2021 06:40
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Woodstock completou 50 anos. Mesmo com seus longos cabelos grisalhos, continua representando muito mais que sexo e rock&roll. O lendário festival de música foi, sobretudo, um grito de ideais grandiosos que abriram caminho para enormes avanços em diversos campos dos direitos humanos. Significou o protesto pacifico contra os horrores das guerras.

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O inconformismo com o " american way of life".

Foi também o inconformismo de toda uma geração com o "american way of life", que no pós Segunda Guerra Mundial, tinha se tornado o modelo para o mundo ocidental. Woodstock representou ainda um grito libertário contra a repressão sexual e o código puritano que dominava os anos 60. A pílula anticoncepcional e os hippies libertaram os casais.


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O longo legado.

Impossível dissociar Woodstock dos movimentos pacifistas, da luta contra a discriminação racial, do feminismo e da luta pelos direitos civis. Impossível esquecer de John Lennon, Bob Dylan, Joan Baez e Jimmy Hendrix com sua guitarra. Uma guitarra que expunha acordes que pareciam bombas caindo sobre crianças. Façam amor, não façam guerra.


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A generosidade nunca perdida.

Aquela geração rejeitava a violência como forma de se alcançar a felicidade. Se negava ao ódio e trazia uma mensagem de generosidade. Aqueles jovens de cabelos longos e roupas coloridas não foram compreendidos pela direita horrorizada com sua pregação do amor livre, mas também por uma esquerda que se recusava a abandonar seus mandamentos e salmos pela violência de classe. Se a direita era moralista e retrógrada, a esquerda era castradora.


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Marcuse dizia que burgueses e proletários uniriam as mãos.

Os hippies liam Herbert Marcuse, um alemão naturalizado norte-americano que dizia que os burgueses e proletários se tornariam defensores do mesmo status quo. O Brexit uniu essas classes. Trump provou que Marcuse tinha razão ao unir patrões e operários irmanados em um mesmo ódio.


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O idealismo hippie está vivo.

O idealismo tão presente em uma juventude que se espelhou no princípio da não violência, atualmente é visível no ativismo ambiental. Ou nos ativistas que se dedicam a salvar imigrantes no Mar Mediterrâneo. Também nos milhares de brasileiros que não deixam faltar alimentos na mesa dos mais necessitados. São valores estreitamente ligados àqueles jovens cuja alegria e mensagem de paz se espalharam pelo mundo.

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