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Em Pauta

Ficaremos confinados um ano e meio em nossas casas?

Por Mário Sérgio Lorenzetto | 25/03/2020 08:31
Campo Grande News - Conteúdo de Verdade

Os modelos do Imperial College of London, que todos os epidemiólogos estão levando em conta, assinalam que, algum tempo depois do confinamento for levantado, a epidemia voltará. Explicam que, mesmo no pico da infecção, temos muito mais gente sem contato com o vírus e, portanto, sem adquirir imunidade. Até que tenhamos um vacina, que será aproximadamente em um ano e meio, o coronavírus não vai parar. Ficaremos um ano e meio confinados?


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A pressão para um confinamento total.

A pressão sobre os governantes para um confinamento total cresce junto com a epidemia. Algumas vozes começam a defender a manutenção ativa de alguns setores da economia considerados essenciais. Campo Grande não é Wuhan, um território que quando fechou todos em suas casas tinha o apoio do resto da China para atender suas necessidades. Campo Grande precisa trabalhar. Mas, também precisa se proteger da epidemia e organizar seus trabalhadores.


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A lista dos setores essenciais que a Europa está adotando.

Setores essenciais devem continuar trabalhando. Mas quais são esses setores? Passado o primeiro susto, a Europa começa a organizar seus trabalhadores. A primeira lista - em debate - daqueles que continuarão trabalhando fora de suas casas é composta, obviamente, pelos trabalhadores em saúde e na segurança, mas também debatem as atividades funerárias, os trabalhadores da imprensa, da eletricidade, da água potável, do gás, dos combustíveis e da alimentação.


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Como ficam os trabalhadores penitenciários, bancários e da construção civil?

Mas há um setor especial: como ficam os trabalhadores penitenciários? As penitenciárias são, provavelmente, os prédios mais insalubres que temos. Nesse caso, a tendência é liberar a maior quantidade de presos para que esses trabalhadores continuem a exercer seu ofício.
Dois dos setores que mais pessoas empregam - bancários e construção civil - são os que estão sob o mais acalorado debate. Ainda não há uma tendência clara se devem continuar trabalhando.


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Teremos uma nova ordem mundial do trabalho?

Caso os modelos do Imperial College of London se confirmem - nenhum especialista o contestou - como o mundo organizará seus trabalhadores? Oferecerá, imediatamente, roupas protetoras assemelhadas às daqueles que trabalham nos hospitais? Como organizaremos o transporte de todos? Quais os critérios que passaremos a adotar para insalubridade no trabalho? São algumas - poucas - questões que teremos de resolver.
Se, por um lado, até aqueles que negavam os perigos da pandemia, passaram a adotar novos discursos e ações de combate ao vírus, não podemos parar o mundo do trabalho por muito tempo. Sem trabalho não há vida. Sem saúde... Essa a encruzilhada que teremos de ter sabedoria para solucionar.