Finados: a má fama dos morcegos surge no Dia dos Mortos
Engana-se quem imagina que a fama dos morcegos surgiu à partir do livro do Conde Drácula. Tudo começa no “Samhaim”, o festival em que os celtas comemoravam o fim do ano. O Samhaim dava início ao inverno. Eles acreditavam que nessa data - que nós brasileiros chamamos de Dia de Finados - a fronteira entre o mundo dos mortos e dos vivos era mais tênue.
Comida e luz para as almas.
Era possível que as almas dos mortos atravessassem essa fronteira durante o festival para visitar os vivos. Antigamente, inclusive no Brasil, as famílias deixavam a mesa posta durante essa noite para alimentar as almas. E também acendiam fogueiras.
Fogueira atrai insetos.
O problema para os celtas - povo que vivia desde a Irlanda até a Alemanha - é que as fogueiras atraiam os insetos e eles, por sua vez, atraiam os morcegos. Era assim que as fogueiras celtas se enchiam de morcegos. Os celtas passaram a acreditar que o voo dos morcegos atrapalhavam as almas de chegarem até as fogueiras. E passaram a entender que os morcegos eram um pressagio de morte. Eram malignos. Mas a verdade é que os morcego só queriam comer insetos.
As máscaras do Halloween.
O Samhaim era muito estranho. Se, por um lado, os celtas desejavam abrir caminho para as almas que chegariam até suas fogueiras, de outro, queriam espantá-las. Talvez, e somente talvez, acreditassem que saberiam diferenciar alma boa de má. Foi com esse intuito, de afugentar as almas, que os celtas criaram as máscaras arrepiantes do Halloween. Para que as almas não soubessem discernir quem era morto ou vivo. E eles não eram levados pelas almas.
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