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Em Pauta

Mielite transversa, a doença que paralisou a vacina de Oxford

Por Mário Sérgio Lorenzetto | 09/09/2020 06:48
Campo Grande News - Conteúdo de Verdade

Todos dormiram consternados. Durante a tarde, o jornal The New York Times publicou que a Astra Zeneca e a Oxford anunciaram a paralisação dos testes da vacina que aparecia como uma das mais esperançosas para as populações mundiais, particularmente para os brasileiros. Ainda mais preocupados ficaram aqueles que já receberam as primeiras doses da vacina. O caso que fez estancar os testes foi de um inglês que está com mielite transversa. O que é essa doença?


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Uma inflamação na medula.

A mielite transversa é uma inflamação na medula espinhal. Os casos são raros. Na maioria a causa é considerada "idiopática" - surge de causa desconhecida. Pode ser causada por uma bactéria, um vírus, um tumor, induzida por drogas ou toxinas, por doenças autoimunes e, ainda, por perda da bainha de mielina. Os sintomas começam com febre, antes do início de sintomas neurológicos. Em seguida, vem fraqueza muscular, perda de sensibilidade e disfunção dos movimentos autônomos. Em suma, tudo pode causar a mielite transversa, inclusive uma vacina qualquer.


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A mielite transversa pode estar ligada a vacinas.

Na literatura científica foram descritos dezenas de casos de mielite transversa ligada a vacinas. Observem bem: dezenas de casos em bilhões de vacinações. Surgiram alguns casos em vacinações contra hepatite B e outros na vacina combinada contra caxumba, sarampo e rubéola. Apesar desses raros casos, o mundo continua tomando essas vacinas. Não está claro que esse caso do inglês esteja vinculado à vacina da Astra Zeneca e Oxford.


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Atitude correta e respeitável.

Em princípio, a atitude da empresa é respeitável. Está não só paralisando os testes como mostra total transparência em comunicar à imprensa os cuidados que está tomando. Entendam que em ensaios tão grandiosos como os que a Astra Zeneca e Oxford estão levando, as enfermidades podem aparecer por casualidade. Indaguem se é possível que ninguém tenha coisa alguma quando 50.000 pessoas que estão recebendo a vacina. É praticamente impossível. Um ou outro caso de doença surgirá. Entre as pessoas com quem convivo, as esperanças com essa vacina foram reduzidas. A minha permanece intacta. Vale repetir: 50.000 pessoas testadas. Nenhuma doença surgirá?

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