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02/12/2017 08:16

Nossas moscas transmitem a bactéria que causa úlcera

Mário Sérgio Lorenzetto
Nossas moscas transmitem a bactéria que causa úlcera

Há poucos dias uma equipe internacional de cientistas descobriu que as moscas são "porta-aviões de bactérias". Em um artigo publicado na revista "Scientific Reports" explicam que estudaram o microbioma de 116 moscas de três continentes. Segundo a matéria, as moscas são autênticas porta-bactérias, carregando centenas de espécies diferentes, muitas das quais são capazes de causar doenças em humano.
Os autores do trabalho, liderados por Donald Bryant, da Universidade Penn State (EUA), analizaram as bactérias que vivem nas distintas partes da mosca. As patas e asas carregam a maior parte das bactérias que são nocivas para humanos.
O estudo obteve alguns resultados surpreendentes. Por um lado, as moscas preferem entornos pouco higiênicos, onde possam encontrar matéria orgânica em decomposição e fezes, ideais na alimentação de suas crias, mas, por outro lado, as moscas que carregam mais bactérias que nos causam doença não estão na zona rural e sim nas áreas urbanas. Além disso, os cientistas encontraram em várias moscas recolhidas no Brasil a bactéria "Helicobacter pylori", causadora de úlcera estomacal. Até agora, ninguém havia imaginado a conexão mosca-bactéria- enfermidades humanas.

Nossas moscas transmitem a bactéria que causa úlcera

A enfermidade que obriga a coçar sem parar.

Quando percebeu que seu filho de três anos estava com coceira, vermelhidão e descamação nos braços, uma jornalista levou-o ao médico. O diagnóstico foi uma "bobagenzinha". Receitou uma pomada cura nada. Não adiantou. A criança estava se cortando ao coçar o braço sem parar, em fase de sangramento. Outro médico fez o diagnóstico correto: dermatite atópica grave. No Brasil consideram que existam 40 milhões de pessoas com essa enfermidade, apesar de desconhecida da maioria da população.
Essa doença faz parte da chamada "Tríade Atópica". São três doenças alérgicas, com características semelhantes, mas sintomas diferentes: rinite, bronquite e dermatite. Quando um dos pais têm uma delas, a criança têm 25% de chances de tê-la. As chances aumentam para 50% se os dois pais tiverem uma dessas doenças. Por ser a menos conhecida, a dermatite atópica é mais difícil de diagnosticar. Um dos gatilhos das crises de dermatite é o frio, época em que a pele fica mais ressecada. A doença não têm cura, mas exige controle para evitar as crises. Via de regra, usam sabonetes especiais para equilibrar o pH da pele e cuidar melhor da hidratação. Em casos mais graves são receitados corticóides e imunodepressores. A associação com o bem estar emocional é sempre feita. A pele e o sistema nervoso têm a mesma origem no sistema embrionário e a liberação de neurotransmissores afeta a pele. Em países mais desenvolvidos as pessoas com essa doença tratam-se com médicos especializados em dermatite psiquiátrica. As pessoas se coçam mais quando ficam nervosas. A coceira contínua faz com que os afetados busquem qualquer tipo de alívio. Mas todos têm efeito adverso. Se coloca água fria, a pele se irrita e aumenta a coceira. O sol é bom, mas o suor é ruim. Uma solução discutível, nem sempre aconselhada pelos médicos, é aplicar água com hipoclorito de sódio, conhecido vulgarmente por cloro. A ideia é eliminar estafilococos e herpes pois o cloro funciona como um desinfetante. Mas quanto passam essa solução, no primeiro momento a pele fica ainda mais irritada.
Outro problema da dermatite atópica é a chamada "hipótese de higiene". A assepsia, a limpeza exagerada de onde vivemos faz com que as crianças tenham seu sistema imunológico desequilibrado. Brincar na terra é a solução.

Nossas moscas transmitem a bactéria que causa úlcera

Drones descobrem cobras nas cidades.

Os drones passaram a ser usados hoje em dia para captar imagens que eram proibidas aos olhos humanos, especialmente em áreas urbanas a baixa altitude. Eles estão por toda parte, desde a segurança ao tráfico de drogas; desde a lavoura ao turismo. A empresa norte americana Volaero Drones é uma dessas empresas que se dispõe a usar drones em lugares impensáveis. Uniu-se ao apanhador de cobras profissional Bill Booth para aplicar uma câmera térmica a um drone. A vários metros de altitude, facilita o trabalho de quem necessitar apanhar uma serpente, reduzindo para minutos um trabalho que antes demorava horas ou nem mesmo concluia pelos esconderijos encontrados pelas cobras.

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