A arte de comer sobá, segundo o maior especialista japonês
Mestre Kitazawa adquiriu fama mundial quando cozinhou para uma festa milionária do champanhe “Dom Pérignon”. Com quase oitenta anos, ele segue cozinhando há trinta e três anos, somente com produtos das terras onde vive, na zona rural de Nagano, rodeado de montanhas, no Japão. Ele montou um pequeno restaurante, chamado “Shokuninkan”, que necessita de reservas feitas com dois ou três anos de antecedência. Ali serve sobá exclusivamente elaborados à mão, jamais industrializados.
“Menkui” e “Sobamae”.
Ensina o Mestre Kitazawa que uma pessoa que gosta muito de sobá é denominada “menkui”. Também explica que as pessoas menkui gostam de usar a palavra “sobamae”, como são chamados aqueles que saboreiam um sorvo de saquê antes de degustar um prato de sobá. Depois do saquê e do sobá, é comum tomarem uma modesta ração de sopa “miso, de cevada e alga nori tostada". Esse é o refinamento para comer sobá no Japão.
Com muito barulho.
O mestre também ensina que para comer o sobá de uma forma elegante não o mastigas. Deve ser acercado à boca, com a ajuda dos “hashis” - os palitinhos orientais - e sorvê-los, com muito ruído. Dessa forma, diz o mestre, a palavra “ sobamae” é também o momento em que você se prepara para degustar o prato principal, o sobá.
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