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Em Pauta

O coronavírus pode se esconder em pessoas recuperadas?

Por Mário Sérgio Lorenzetto | 01/08/2020 08:21
Campo Grande News - Conteúdo de Verdade

Como milhões de pessoas estão se recuperando da covid-19, uma pergunta que necessita ser respondida e até que ponto o coronavírus pode se esconder em pessoas recuperadas. Em caso afirmativo, isso poderia explicar alguns dos sintomas persistentes do covid-19. É possível existir uma infecção crônica causada pelo coronavírus? Essa é a pesquisa que vem sendo conduzida pela Universidade da Virginia, nos EUA.


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O que é uma infecção viral crônica?

Ela pode durar meses. Nesse tempo, o vírus está se reproduzindo continuamente, só que em níveis baixos. Esse tipo de infecção, normalmente, ocorrem no chamado "local privilegiado do sistema imunológico". Existem alguns lugares no corpo que são menos acessíveis ao sistema imunológico. São lugares mais difíceis de erradicar os vírus. A evolução humana fez com que nesses lugares não exista a famosa "tempestade de citocinas", uma inflamação que ao invés de defender o corpo, o ataca e pode matar. Esses locais onde não ocorre uma forte reação contra o coronavírus são o cérebro, os olhos e os testículos.


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O vírus foi detectado no sêmen.

Já se conhece os efeitos da covid-19 no cérebro. Há muitos casos que, mesmo recuperados, as pessoas terão uma série de problemas como insônia, dores de cabeça e lentidão de raciocínio (a lista é imensa). Também foi descoberto que o vírus chega até os testículos. Em um pequeno estudo, o coronavírus foi detectado no sêmen em 25% dos pacientes durante a infecção ativa e em 10% dos pacientes recuperados. Essa pesquisa, ainda que não seja conclusiva, pelo seu tamanho, enseja a questão: mesmo recuperados podem transmitir o coronavírus pelo ato sexual? Nada sabem sobre a relação do coronavírus com os olhos.
Vale lembrar que a recuperação do covid-19 é atrasada ou incompleta em muitas pessoas, que permanecem com sintomas como a tosse, fadiga e falta de ar. De acordo com a pesquisa norte americana tudo leva a crer que, ainda que exista uma inflamação crônica, ela não seria ocasionada pelo vírus vivo, não seria transmissível. A ciência ainda não tem resposta, mas logo as obterá.