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Em Pauta

Os entraves das vacinas contratadas, demorarão a chegar

Por Mário Sérgio Lorenzetto | 07/04/2021 06:48
Campo Grande News - Conteúdo de Verdade

Passados três meses de vacinação no Brasil, aproximadamente 83% das doses administradas continuam sendo da coronavac, a vacina do Butantã. A Fiocruz, órgão respeitado internacionalmente durante quase um século, vem perdendo fole e fama. Promete, promete.... e não cumpre as datas de entrega das doses para os Estados. Também, via de regra, não explicam os constantes atrasos. E os demais contratos firmados pelo Ministério da Saúde? Quais as datas previstas para que cheguem vacinas ainda inexistentes no país?


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Não teremos a vacina indiana.

Em seu cronograma, o governo pretendia distribuir 20 milhões de doses da Covaxin, a vacina indiana, entre os meses de março e maio. essa perspectiva foi frustrada. A Anvisa negou as "boas práticas de certificação" para a indiana. Seus técnicos visitaram a fábrica da vacina e o que viram por lá, fez com que avaliassem mal as estruturas físicas para produção, o armazenamento e o controle de qualidade do imunizante. Ninguém afirma, mas essa é uma vacina que pode ser retirada do cronograma de entregas do ministério pelo menos neste ano. Se depender só da Anvisa, nunca chegará ao Brasil. A única chance é furar o poder da Anvisa via justiça.


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A vacina da moda nos EUA, só chegará em novembro no Brasil.

Enquanto parcela formidável de brasileiros sonha com a vacina da Pfizer, os norte-americanos estão "enamorados" pela Jansen. Além de não oferecer problemas de transporte e armazenamento, a vacina da Johnson & Johnson é administrada apenas em uma dose. Está aprovada pela Anvisa. O problema é que as 38 milhões de doses negociadas pelo ministério só estão previstas para novembro.


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Todos lutando pela Pfizer.

Em Brasília, formou-se uma corrente para correr atrás da vacina da Pfizer. Executivo, Congresso e alguns Estados tentam antecipar a chegada de doses desse imunizante. Até aqui apareceu político "lutando" pela Pfizer. Pura enganação, das 100 milhões de doses contratadas, talvez, e somente talvez, chegue um milhão de doses em maio. As grandes remessas só deverão chegar em agosto. A verdade é que não há quem possa nos auxiliar nos EUA para que ocorra antecipação de entregas de doses. A diplomacia com os EUA, China, Índia, as grandes fábricas de vacina do mundo, foi soterrada sob um trilhão de impropérios e xingamentos. Nós só não fomos esquecidos pelo mundo, devido à ampla "distribuição" de vírus mutante, que talvez seja mais perigoso.


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O vai e vem da Sputnik V.

A Anvisa concedeu o selo de boas práticas de produção à russa Sputnik V. No dia 27, porém, a agência reguladora suspendeu o prazo de análise do pedido de uso emergencial dessa vacina. Há falta de dados exigidos pela Anvisa. Não há data para os russos entregarem tais informações. O cronograma do ministério previa a entrega de 10 milhões de doses, das quais 400 mil seriam entregues em abril. Seriam, não há mais chances. Mas, sem duvida, essa é uma vacina que pode aportar no Brasil, em doses relevantes, ainda no primeiro semestre.


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China deixará de nos enviar vacina?

A China pretende realizar a maior campanha de vacinação da história da humanidade em apenas 3 meses. Estão se organizando para vacinar 10 milhões de pessoas ao dia (os EUA estão vacinando 3 milhões). O país inteiro está envolvido nessa organização. Só falta aos chineses, tal como no Brasil, a quantidade de doses para concretizar a campanha. Atualmente, a China está produzindo 5 milhões de doses de 3 vacinas diferentes, a metade da necessidade para atingir a meta. Agirão como a Índia, Europa e EUA proibindo a exportação de vacinas por vários meses? Tudo no Brasil funciona sob a égide do “se está ruim, pode piorar”.

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