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Em Pauta

Um prefeito muito louco: entre o público e o privado

Por Mário Sérgio Lorenzetto | 19/11/2013 07:25
Um prefeito muito louco: entre o público e o privado

Até onde pode ir um governante nos excessos de sua vida privada?

Sabemos que esse, quando se torna uma figura pública deve minimamente adotar um padrão de conduta que procure ser exemplar. Sua vida privada durante o tempo do mandato não lhe pertence da mesma forma como a qualquer outro mortal. O mesmo se aplica aos artistas que vivem o “dilema” de ganhar seu sustento com suas aparições no espaço público, mas, que também procuram manter sua vida privada “reservada” das atenções públicas. O tópico não é tão simples quanto parece, eis que muitas sub-celebridades procuram alavancar seu “status” produzindo notícias.

Fulana de tal foi à praia e fez topless – a ida é combinada com o fotógrafo da revista que vai dar a “notícia”. Tudo isso já era bastante complicado há muito tempo e acabou por ser aumentado com a internet e o uso de redes sociais. Os arquivos pessoais de uma atriz global que acabaram na rede foram o estopim para a aceleração do processo de criação do marco civil da internet – o Brasil adora criar leis a partir da Rede Globo – e a lei já foi apelidada “carinhosamente” com o nome da atriz. O mesmo vale para políticos e outras figuras midiáticas. Talvez uma das capas mais famosas da Veja seja a do ex-presidente Itamar com uma “modelo” expondo suas partes íntimas durante o Carnaval.

Um prefeito muito louco: entre o público e o privado

Comportamento de prefeito de Toronto surpreende

Enfim, alguém, já imaginou se boatos de que um candidato a algum cargo majoritário na política nacional é flagrado consumindo cocaína ou batendo em uma mulher? Pois bem, o prefeito de Toronto no Canadá é o atual protagonista de uma série interminável de maluquices. Tudo começou quando divulgaram um vídeo em que ele fumava crack. A polêmica era suficiente para levantar várias outras questões sobre os limites entre o público e o privado. Contudo, se já estava ruim, o Sr. Rob Ford conseguiu piorar a situação. Descobriram que ele não apenas tinha comprado as drogas, mas que estava perambulando com traficantes, bebendo e dirigindo, proferindo manifestações racistas e oferecendo emprego para uma jovem mulher com quem eles estavam fumando maconha. Não custa perguntar: usar microfone em excesso é vício?
Se tal uso for em detrimento da função principal poderá ser demitido? Mas ele é um ser humano e pode errar... este é justamente o problema de quem decide virar político. As pessoas não esperam que você erre e seus adversários irão usar o seu erro contra você para sempre. Rob Ford ainda não foi acusado por nenhum dos crimes. Seus amigos e seu motorista estão sendo processados por extorsão, por tentarem obter as filmagens de um celular em que Ford aparecia fumando crack.

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Com cargo “imexível”, prefeito fica sem poderes por ordem do Legislativo

Não existe autoridade no Canadá que possa retirar Ford do cargo. Por isso, os membros do legislativo resolveram adotar a medida inédita de tirar seus poderes. Uma das medidas foi a de retirar o seu salário assim, como dos membros de sua equipe. Além disso, serão adotados procedimentos que vão fazer com que o prefeito perca todos os seus poderes administrativos, menos o seu título de prefeito. Os seus poderes serão passados para o vice-prefeito, Norm Kelly.
Será que em alguma cidade brasileira, tal ação se repetirá?
As poucas pessoas que ainda apoiam o prefeito estão falando que as medidas configuram um “golpe de estado”. O prefeito, que agora afirma estar sob o cuidado de uma equipe médica, foi mais contido, afirmou que compreende a situação política e que teria apoiado o legislativo se estivesse no lugar deles. A lição fica para aqueles que gostam de expor a vida na internet sem qualquer “filtro”. Alguém está olhando. Possivelmente usará contra você. Boa sorte com a próxima foto no Instagram ou o próximo post no Facebook.

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Motivos pelos quais o mercado prefere casais a solteiros

Os solteiros sofrem diversos tipos de pressão. Pressão para arrumar um emprego, pressão para arrumar um cônjuge, pressão para sair de casa... aqui vai mais uma, sua condição de solteiro pode ser um estorvo não só para você, que ainda não encontrou a tampa da sua panela, mas para a economia como um todo.
Frank Newport e JoyWilke descobriram que a economia pode ser beneficiada se mais casais forem formados. Não se trata apenas da indústria do casamento, que nos últimos anos profissionalizou seus serviços e, como consequência teve exponencial aumento de preços.

A pesquisa de Frank e Joy, feita com mais de 130 mil, pessoas revelou que pessoas casadas gastam mais. Nos Estados Unidos, o gasto diário dos casados é de US$ 102, seguido de US$ 98 para uniões estáveis, US$ 74 para divorciados e US$ 67 para solteiros e US$62 viúvos. Aqueles que estão casados gastam mais do que qualquer outro estado marital. Uma das razões é que os casados recebem salários acima da média, enquanto solteiros recebem salários abaixo da média. Como o consumo é um elemento fundamental para o crescimento econômico, a economia desacelerada pode ser uma das razões pelas quais as pessoas estão solteiras. A conta não é que o fato de estar casado faz com que as pessoas gastem mais, mas aqueles que conseguem casar podem gastar mais.

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O casamento tem se tornado um artigo de luxo

Investir em outra pessoa demanda muito, de acordo com a socióloga Jennifer Silva da Harvard Kennedy School. Estar casado significa estar economicamente pronto para cuidar de outra pessoa, e já faz tempo que o provedor deixou de ser apenas um dos lados do casal. Jennifer entrevistou 300 pessoas nos Estados Unidos para saber quais eram suas aspirações econômicas antes do casamento. A maioria definiu que adquiriria estabilidade econômica ao terminar os estudos e encontrar um emprego. Outro motivo é se livrar das dívidas da universidade. Nos Estados Unidos, as Universidades são, em sua maioria, privadas e extremamente caras. Os estudantes tomam empréstimos e passam os primeiros anos da carreira profissional pagando a dívida.

É essa uma das razões pela qual muitos não vão para a universidade. Porém, aqueles que conseguem se formar têm grandes chances de adquirir um emprego. Com a crise econômica de 2008, o número de novas famílias de acordo com o FED (Federal Reserve – o banco centra dos EUA) caiu drasticamente.

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EUA registram queda na quantidade de casamentos

A queda do número de casamentos não é novidade nos Estados Unidos. É uma moda desde 1970, porém foi acelerada nos últimos anos. Nos últimos 40 anos foi observado um declínio de 40%. Os mais afetados são as minorias e pessoas com pouco tempo de educação. Nos últimos 50 anos, o casamento de mulheres hispânicas decaiu 33%, das negras 60%, e as mulheres que não terminaram o ensino médio têm a menor taxa de casamento.

Compartilhar uma casa com outra pessoa tem seus benefícios, como dois salários, e o compartilhamento de gastos não é necessariamente demanda o casamento. Uma pesquisa do governo federal dos Estados Unidos descobriu que cada vez mais as pessoas estão “juntando os trapos” sem oficializar a relação. Eram 6,7 milhões em 2009. No ano seguinte, chegaram a 7,5 milhões de casais. Uma das razões é a própria economia, as pessoas se sentem inseguras quanto a possibilidade de sustentar outras sem empregos estáveis.

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Forma de se relacionar acompanha evolução social

O medo de relacionamentos também foi apresentado como um motivo. Outros motivos podem ser observados nas “novas” formas de vida conjugal. Hoje, não é mais necessário oficializar a relação e existe muito mais liberdade entre os cônjuges do que há 50 anos. Por fim, parece que a modernização dos relacionamentos, que deixou as mulheres mais alertas. Elas tendem a ser mais realistas sobre as questões econômicas quando decidem casar, um dos fatores é a procura por acordos pré-nupciais – raros no Brasil – que passaram, nos EUA, a ser demandados pelas mulheres. A demanda destes acordos não tem nada de romântico, mas é um ganho pragmático para as duas partes. Depois da decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) no Brasil, ao menos a união estável é garantida para todos, independentemente do sexo.
Se perguntarem por qual motivo você está casando e você não souber explicar... você agora pode dizer que tem um espírito generoso e quer ajudar a economia do país. Seu cônjuge não vai gostar da resposta, mas, ao menos você não vai estar mentindo.

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Amor no local de trabalho – empresas adotam restrições

Dobrou nos últimos anos o número de empresas que adotam políticas restritivas de relacionamentos amorosos no local de trabalho. Estudos feitos com gerentes de Recursos Humanos mostram o mapa do amor no trabalho.

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O perfil do profissional de sucesso: homem careca e que usa óculos

Você é homem, casado, usa óculos, é careca e tem educação universitária? Não, então será difícil entrar na lista dos CEOs mais bem sucedidos do mundo.
A lista dos 100 CEOs mais bem sucedidos tem nove brasileiros, 97 casados, 37 usam óculos, 47 são carecas, 99 têm curso universitário e 29 têm MBA e somente quatro presidem a empresa que fundaram.
Esta pesquisa foi feita pela CEO.com e publicada no site Mashable.
Nos quase 200 comentários ao longo do ano, o principal motivo de espanto foi o baixo número de mulheres na lista, apenas duas.

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