ACOMPANHE-NOS    
JULHO, QUARTA  08    CAMPO GRANDE 21º

Manoel Afonso

Amplavisão

Por Manoel Afonso | 04/02/2011 11:40

“MAKTUB” A eleição da mesa da AL é o reflexo do quadro que ditará os rumos dos próximos embates eleitorais. Paulo Corrêa (PR) foi a novidade maior, reflexo do ‘fator Londres’ e ao projeto prefeitural reservado ao deputado Giroto.

OS TUCANOS queriam mais; Onevan reclamou mas os acenos da aliança nas eleições da capital acalmaram os ânimos. Discreto, Londres pouco apareceu, mas foi peça decisiva nas acomodações de todas as forças, inclusive do PT.

IMUTÁVEL Toda casa de Leis é corporativista e isso explica em parte a eleição de Sarney inclusive. Aqui não seria diferente: deputados querem tratamento igual sob o argumento que passaram pelo crivo das urnas. Não é?

JERSON sempre esteve em alta com os colegas, sem distinção partidária. Pesou seu prestígio e alinhamento com André. Seguindo a sua tradição, tem ouvidos e boa vontade para acolher as reivindicações e ponderações parlamentares.

NADA CONTRA os vencimentos dos parlamentares. Sem hipocrisia, devem ganhar bem sim para ter condições (em tese) de honrar o mandato. O que não pode ocorrer: falcatruas, abusos e corrupção em qualquer escala.

DELCÍDIO Uma corrente do PT – contrária as pretensões de Vander - defende o nome do senador como o único em condições de disputar a prefeitura da capital. Mas ele prefere discutir rock rol e futebol a encarar esse papo.

NELSINHO Prega agilidade nas ações administrativas para se fortalecer no processo de escolha de seu sucessor e ganhar musculatura para 2014. Tem insistido na parceria com o governador e descarta divergências políticas.

SIMONE Diferente de Murilo. Não perde a chance de marcar sua presença. Tanto na posse da Assomassul, como da Assembléia, ela procurou se aproximar de prefeitos, vereadores e lideranças interioranas. Vai cativando... plantando.

AS ELEIÇÕES de 2012 na capital prometem. As pretensões anunciadas provocarão alianças das mais interessantes (ou esquisitas?). O eleitor terá várias opções com nomes surpreendentes. Mas é no 2º turno que a cobra vai fumar.

PAULO DUARTE é tido como mais articulado e com maior potencial do que Vander para disputar a prefeitura da capital. Ora! É princípio natural: em política quem tem rejeição não cresce, não avança, não conquista indecisos.

INCOERÊNCIA Enquanto o processo para acabar com a ‘zona noturna’ nos postos de gasolina e nas conveniências está engavetado, a Câmara Municipal deu agilidade para apreciar o projeto que visa mudar a Lei do Silêncio.

“TRANSPARÊNCIA” Vereadores, empresários e presidente da Acrissul reunidos sem a presença da imprensa. Mas o assunto não é de interesse público? Não diz respeito aos direitos dos cidadãos que pagam seus impostos? De leve...’

PERGUNTO: Chico Maia, promotores de shows e vereadores moram perto do Parque de Exposição? “Breganejo” é cultura? Apesar das verbas oficiais que a Acrissul recebe, pobre consegue pagar o ingresso na Expô?

A VERDADE é que só meia dúzia ganha dinheiro com os shows Os demais ficam com uns trocados. Chico Maia e vereadores precisam avaliar melhor a inteligência da opinião pública. Respeito é bom, o povo gosta e merece!

OS NÚMEROS econômicos atestam que o MS está no rumo certo, onde a indústria superou o agronegócio. Aliás, percebi o entusiasmo de prefeitos e vereadores do interior com o discurso de André no evento de posse da Assomassul.

A PERGUNTA: qual será o peso da atual Câmara na escolha dos candidatos à sucessão de Nelsinho? Pesará a força dos partidos da base aliada, da instituição ou apenas o prestígio pessoal de cada vereador?

A PROPÓSITO Não se deve esquecer o prestígio dos deputados que foram eleitos com base na votação das eleições de 2010. Quem não for candidato – prefeito e vice – é visto também como excelente cabo eleitoral na equiparação de forças.

“CORTESIA” A proliferação de religiões desembocou em encargos para as prefeituras, principalmente no interior. Ônibus oficiais levam os fieis para eventos diversos nos finais de semana, gratuitamente, é claro.

OS PREFEITOS ficam de saia justa; os pedidos têm vereadores como padrinhos. Quem passa pela Av. Mato Grosso (capital) aos domingos pode constatar os ônibus escolares do interior que trazem fieis para os cultos da IURD.

A QUESTÃO é delicada, envolve votos . Os ônibus são comprados com recursos públicos; o uso deles deveria seguir critérios compatíveis com a ética da administração. Mas pelo jeito, o vício está encalacrado e tende a permanecer.

SARNEY: “...não desejava o cargo, dele não pude fugir, tendo na carne o alto preço do exercício destas funções... Só a paixão da vida pública, com sua carga de idealismo e doação, me afasta do meu bem estar primordial. ...”

DILMA Impõe novo estilo de conduta presidencial. Diferente do fanfarrão Lula, fala pouco e procura se preservar. Ela não PT; tem ideologia política, sua visão da gestão pública passa pelo conhecimento, não pelo “companheirismo”.