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    com Manoel Afonso


04/11/2011 11:00

Amplavisão

Manoel Afonso

A DOENÇA de Lula domina o noticiário e estimula o ‘debate’ sobre os danos que o político sofre pelo seu estilo de vida. Citam Covas, Quércia, Itamar, Artuzi, Kirchener e Chavez, vitimas do ambiente estressante da política.

A PRESSÃO do eleitorado, de adversários e da opinião pública é cruel. Não respeita circunstâncias, nem idade. Exige resultados, custo o que custar. É como a família do detento cobrando sem trégua sua liberdade ao advogado.

EXCEÇÕES existem: Sarney está aí firme e forte. Já enterrou vários presidentes, senadores e governadores ao longo dos 50 anos de sua trajetória. Uns dizem que seria a genética (invertebrado), outros creditam ao seu estilo ‘manso’.

COMPAIXÃO Ela acaba beneficiando o político com problemas de saúde. Mesmo que ele não seja demagogo para tirar proveito, o eleitor faz do voto uma espécie de ‘compensação’ pelo sofrimento. É o chamado voto passional.

ESPERA-SE que Lula saia inteiro dessa ‘provação’, tornando-o mais humilde, menos presunçoso, mais conciliador, menos rancoroso e complexado pelo seu baixo nível escolar. Que fale menos e ouça mais os sábios, principalmente.

CONSELHO aos candidatos a prefeito da capital. Conhecer as regiões e bairros é importante numa campanha eleitoral. Melhor ainda é ter intimidade com seus problemas e lideranças que tenham credibilidade na comunidade.

FIASCO Imagine num debate de TV se o candidato não souber identificar a localização de um bairro! Aliás, naquela eleição de 2.000, soube-se depois que o grande temor de Ben Hur é que André o questionasse sobre bairros e ruas.

CAIXA Uma candidatura não é feita apenas de propostas e discursos com promessas atraentes. Sem dinheiro para montar uma estrutura, a campanha morre no canteiro da Afonso Pena sem fôlego para chegar ao Calçadão da Barão.

PROJEÇÕES Os ‘filósofos’ do saguão da Assembléia estimam que o custo de uma campanha prefeitural em Campo Grande seja de 40 milhões de reais. Já a candidatura a vereança com chances, custaria 1 milhão de reais.

TUDO IGUAL! Um pré-candidato a prefeito do interior desabafou-me: “é ingenuidade supor que o eleitor mudou de postura. Pelo contrário: os casos de corrupção aguçaram o ‘apetite’ para levar algum tipo de vantagem financeira.”

A ORDEM é retardar a confirmação de candidaturas para aliviar o bolso. Nesta época, por exemplo, o que não faltam são convites e pedidos de formandos. Patrocinar esse tipo de evento dá visibilidade, mas o custo é alto. Sacou?

O ELEITORADO estaria assim dividido: 50% tem posição definida, vota de forma consciente; 30% quer primeiro aferir as propostas e desempenho dos candidatos; 20% vota apenas em troca de vantagens/conveniência pessoal.

‘INOVANDO’ Os candidatos que se preparem: A vedete das ‘mordidas’ será a multa de trânsito, seguida pelo IPTU, prestação da casa própria e licenciamento de veículo. Depois do ‘Bolsa Família’, o sacolão deixou de ser prioridade.

LEITOR-1 sugere ao prefeito Nelsinho: “Elimine a Fonte Luminosa da Praça Ary Coelho, construa calçadas e passarelas nos canteiros da A. Pena, colocando bancos para humanizar o ambiente. Não custa muito e embeleza.”

LEITOR-2 “Então fica assim. Troca-se o ministro/ a grana surrupiada pelas ONGs não volta...e onde fica a responsabilidade de quem ordenou as despesas?...comunistas se dão bem com petistas e dinheiro...Dilma inocenta ex-ministro”.

DEPOIS os políticos reclamam da imagem ruim. Está na ‘bica’ para ser colocado em votação o projeto que anistia os mensaleiros Zé Dirceu, Pedro Amorim e Roberto Jefferson. Aprovado, voltariam a disputar eleições em 2014.

MAU EXEMPLO O mais grave é que a orquestração deste projeto está à cargo do deputado mensaleiro João Paulo, que ainda é réu no STF. Não é preciso ter bola de cristal para prever que o projeto será aprovado. Sacou?

A DOENÇA fez Dilma esquecer da tal ‘faxina’. Pensando bem: como pregar a varredura geral com tanta gente complicada ao seu lado. Sarney, Renan, Collor, Romero Juca e João Paulo encabeçam essa lista de ‘notáveis’.

‘MANDA quem pode, obedece quem tem juízo”. Prevaleceu a vontade de Lula e Marta recuou da candidatura à prefeitura paulista, cedendo a vez para Fernando Haddad. Ela deverá ser recompensada com um ministério. Aguardem.

A TESE de que a candidatura de Haddad implicaria na desistência de Serra procede. O eleitorado de Marta é visível e definido; já o potencial de Haddad é desconhecido e pode surpreender em crescimento. Uma sinuca de bico.

RESUMINDO: as divergências entre os tucanos, o surgimento do PSD com nomes para disputar - e a postura do PMDB, agora sob comando de Temer, alteraram o quadro. Fernando Haddad seria o ‘novo’, sem a cara do PT.

PONTO FINAL Nossas fronteiras continuam desguarnecidas atraindo o pessoal do tráfico. E onde está aquela prometida mudança, com mais gente e melhor estrutura para a Polícia Federal e a PRF? Palavras...apenas palavras.

“Eu quase nada sei, mas desconfio de muita coisa”. (Guimarães Rosa)

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Diante do comentario sôbre o custo de uma campnha eleitoral, chegamos a conclusão de que a tese do financiamento público de campanha seria mais uma peça de ficção, num país onde para alguns tudo é permitido e tolerável. A falta de conscientização do eleitorado é outro fator determinante para que o poder econômio prevaleça, deixando de lado a qualidade dos candidatos.
 
bene rodrigues costa em 06/11/2011 07:06:45
Porque não se faz uma enquete, sobre oque a população acha do aumento do numero de vagas pra camara municipal
 
flavio pizzigatti em 04/11/2011 04:26:19
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