Tempo chuvoso aumenta casos de otite em pets e exige cuidados
Problema que causa dor e desconforto pode evoluir para quadros mais graves

Com o tempo chuvoso e a umidade mais alta, cenário comum neste período do ano, os tutores precisam redobrar a atenção com a saúde dos pets. O clima úmido é propício para o aumento dos casos de otite em cães e gatos, problema que causa dor, desconforto e pode evoluir para quadros mais graves se não for tratado corretamente.
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O período chuvoso e a alta umidade aumentam os casos de otite em cães e gatos, alerta o médico-veterinário Fernando Henrique Souza. A combinação de chuva e ambiente abafado cria condições ideais para a proliferação de bactérias e fungos no canal auditivo dos animais. Os principais sintomas incluem coceira intensa nas orelhas, balançar frequente da cabeça e secreção no ouvido. O tratamento deve ser prescrito por um veterinário e pode incluir limpeza adequada, medicamentos tópicos e, em casos graves, antibióticos orais. A prevenção inclui secar bem as orelhas após banho ou chuva.
De acordo com o médico-veterinário Fernando Henrique Souza, a combinação de chuva, ambiente abafado e orelhas pouco ventiladas cria o cenário ideal para a proliferação de bactérias e fungos no canal auditivo.
Segundo Fernando, a otite é uma inflamação que pode atingir diferentes partes do ouvido. A forma mais comum é a otite externa, que afeta o canal auditivo visível, mas que pode avançar para a otite média ou interna, comprometendo estruturas mais profundas e até o equilíbrio do animal.
“ A gente tem notado um aumento nos casos de otite. Durante o período chuvoso, a umidade favorece a multiplicação de microrganismos, e se o pet já tem predisposição, como alergias ou excesso de pelos na orelha, o risco aumenta ainda mais”, explica.
As causas da otite são variadas. De acordo com o veterinário, além da umidade, infecções bacterianas e fúngicas estão entre os principais fatores. A presença de ácaros, mais comum em filhotes e gatos, também pode desencadear o problema.
Alergias alimentares ou ambientais, corpos estranhos como sementes e até o acúmulo de água após banhos e passeios na chuva completam a lista de causas mais frequentes. “Qualquer alteração que provoque inflamação no conduto auditivo pode abrir caminho para infecções secundárias”, detalha.
Os sintomas costumam ser perceptíveis. Coceira intensa nas orelhas, o pet balançando a cabeça com frequência, cheiro forte vindo do ouvido e presença de secreção amarelada, marrom ou escura estão entre os sinais mais comuns. Também podem surgir vermelhidão, inchaço e dor ao toque.
Em casos mais graves, o animal pode apresentar inclinação da cabeça, perda de equilíbrio e sensibilidade acentuada. Fernando alerta que, nos gatos, os sinais podem ser mais discretos, já que os felinos tendem a esconder a dor. “Mudança de comportamento, irritação ou isolamento também merecem atenção,” orienta.
O diagnóstico deve ser feito por um médico-veterinário, que realiza exame clínico com otoscópio para avaliar o canal auditivo. Dependendo do caso, podem ser solicitados exames complementares para identificar o causador da infecção. O tratamento varia conforme a causa e a gravidade.
Pode incluir limpeza adequada do ouvido com produtos específicos, uso de medicamentos tópicos com ação antibacteriana, antifúngica ou antiparasitária, além de antibióticos ou anti-inflamatórios por via oral nos quadros mais severos.
“É fundamental não utilizar remédios caseiros ou medicamentos humanos. Isso pode piorar a inflamação e até causar lesões mais sérias”, reforça Fernando Henrique.
A prevenção passa por cuidados simples, especialmente no período chuvoso. Secar bem as orelhas após o banho ou passeios na chuva, evitar que a água fique acumulada no ouvido e fazer limpezas periódicas com produtos indicados pelo veterinário são medidas essenciais.
“Quanto mais cedo o tutor perceber os sinais e procurar atendimento, mais rápido e eficaz será o tratamento”, conclui o médico-veterinário.
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