Morte de jovem acende alerta e moradores temem queda de árvore em praça
Há um mês, a comunidade realiza um mutirão de limpeza no bairro

Após a morte da estudante Khadyja Gharyb Rocha, de 23 anos, atingida por um tronco enquanto passeava de patinete pelo Parque dos Poderes, moradores do Residencial Ana Maria do Couto, na região leste de Campo Grande, temem a queda de uma árvore na praça do Bairro, localizada na Avenida Júlio de Castilho.
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Após a morte da estudante Khadyja Gharyb Rocha, de 23 anos, atingida por um tronco no Parque dos Poderes, moradores do Residencial Ana Maria do Couto, em Campo Grande, temem a queda de uma árvore seca na praça do bairro. A presidente do residencial afirma que a retirada é solicitada há anos sem resposta da Prefeitura. Sem retorno do poder público, moradores realizam mutirões de limpeza. A Prefeitura foi questionada, mas não respondeu até a publicação.
Ao Campo Grande News, a assistente social e presidente do Residencial, Jannifher Almeida Baris de Oliveira, de 33 anos, afirma que os moradores reivindicam a retirada da árvore há anos. "A situação preocupa, pois a árvore pode cair a qualquer momento e colocar em risco moradores e crianças que frequentam o local", relata.
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Segundo ela, a árvore seca fica ao lado das quadras da praça. "Depois dessa situação da morte da menina no parque, tem nos preocupado porque fica entre as duas quadras onde só fica criança. Há anos pedimos para retirada daquela árvore, mas nada é feito. Recolhemos os galhos que caem dela", completa.
Sem resposta do poder público, o que resta aos moradores do Bairro é assumir a manutenção da região. "Há mais ou menos um mês, os moradores do Ana Maria do Couto têm feito mutirão de limpeza pelo bairro, mas não estamos vencendo o lixo e galhos secos da praça. Inclusive hoje fizemos um mutirão de limpeza na praça, porque está abandonada", finalizou.
De acordo com a professora doutora em botânica e coordenadora do curso de Ciências Biológicas da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), Zildamara Holsback, é preciso realizar uma espécie de "vigilância da saúde das árvores", especialmente nos pontos de maior circulação.
Entre os aspectos que devem ser observados para identificar a origem da queda da árvore, mesmo sem ventos, estão: raízes e tronco, presença de fungos, cupins ou necrose, as condições do solo, possíveis intervenções anteriores, avaliar se as raízes conseguiram se desenvolver adequadamente e se eventuais podas alteraram o equilíbrio da copa.
O morador que suspeita que uma árvore esteja comprometida não deve simplesmente cortá-la. O Manual de Arborização estabelece que a supressão depende de autorização do órgão municipal responsável.
Em áreas públicas, o documento prevê diferentes responsáveis conforme a situação e inclui Corpo de Bombeiros e Defesa Civil nos casos de acidentes, temporais ou risco iminente de queda. Mesmo quando o morador pretende custear a retirada de uma árvore localizada em via pública, é necessária autorização.
Em caso de risco iminente de queda, a orientação é acionar o Corpo de Bombeiros (193) ou a Defesa Civil (199). Se a árvore estiver em contato com a rede elétrica, o chamado deve ser feito à Energisa. Para avaliação preventiva, poda ou remoção, o atendimento é solicitado à Prefeitura pelo 156.
A reportagem questionou a Prefeitura de Campo Grande sobre a retirada da árvore e avaliações após a morte da jovem, mas até a publicação desta matéria não recebeu retorno. O espaço segue aberto para manifestação.
Esse caso foi sugerido por leitor que enviou mensagem pelo canal Direto das Ruas.



