Discussão de casal pode ter motivado incêndio em residência no São Conrado
Suspeita, de 35 anos, deixou o imóvel enquanto as chamas se espalhavam; um cão morreu carbonizado
Uma mulher de 35 anos é apontada pela polícia como suspeita de provocar o incêndio que destruiu residência e matou cachorro no Jardim São Conrado, em Campo Grande, no fim da tarde desta segunda-feira (1º).
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
Mulher de 35 anos é suspeita de atear fogo em residência no Jardim São Conrado, em Campo Grande, após discussão com o companheiro. O incêndio destruiu o imóvel alugado pelo casal e matou um cachorro. Segundo a polícia, ela teria colocado fogo em móveis e roupas antes de fugir. O caso foi registrado como incêndio em residência habitada e dano. A suspeita não foi localizada até o fechamento da reportagem.
Segundo a PM (Polícia Militar), ela teria colocado fogo em móveis, roupas e outros objetos da casa após uma discussão com o companheiro, de 37 anos, e deixou o local antes da chegada das equipes de emergência.
O caso ocorreu em um imóvel alugado pelo casal. Conforme apurou o Campo Grande News, policiais militares foram acionados para atender a ocorrência e, quando chegaram ao endereço, encontraram equipes do Corpo de Bombeiros já mobilizadas no combate às chamas e nos trabalhos de rescaldo.
A proprietária da residência, de 51 anos, mora em frente ao imóvel atingido pelo fogo. Em depoimento aos policiais, ela afirmou que o casal passou a tarde consumindo bebidas alcoólicas e iniciou uma discussão. Ainda segundo o relato, a moradora teria ateado fogo na área de serviço da casa durante o desentendimento.
O companheiro da suspeita também conversou com a equipe policial. De acordo com o registro, ele confirmou que houve uma briga antes do incêndio. O homem relatou que a mulher recolheu os próprios pertences, reuniu móveis, peças de vestuário e outros objetos que estavam na residência e colocou fogo no material.
O boletim aponta que a suspeita deixou o imóvel logo depois e não foi localizada. Até a conclusão do atendimento, não havia informação sobre o paradeiro dela.
A informação registrada pela polícia dá força à principal hipótese levantada por moradores logo após o incêndio. Testemunhas ouvidas pela reportagem relataram mais cedo que uma mulher esteve na residência pouco antes das chamas começarem e teria sido vista deixando o local. Na ocasião, a versão ainda não havia sido confirmada oficialmente.
Vídeos gravados por moradores mostram labaredas altas e uma intensa coluna de fumaça que podia ser vista de diferentes pontos da região. As imagens circularam em grupos de mensagens e chamaram a atenção de quem passava pelo bairro.
O fogo se espalhou rapidamente e consumiu grande parte da estrutura da residência. Durante a ocorrência, moradores tentaram ajudar. Um deles chegou a arrombar o portão do imóvel na tentativa de salvar um cachorro que estava no quintal, mas não conseguiu alcançar o animal a tempo.
Segundo relatos de testemunhas, o cachorro morreu durante o incêndio. Para a PM, o morador informou que o casal possuía dois cães. Os policiais, porém, registraram que não conseguiram verificar a situação dos animais porque a área permanecia isolada e apresentava riscos em razão dos danos causados pelas chamas.
A Polícia Civil registrou a ocorrência como incêndio em residência habitada e dano. Os envolvidos foram orientados a procurar a delegacia para formalizar o caso e apresentar a relação dos prejuízos provocados pelo incêndio.
Até o fechamento desta matéria, não havia divulgação sobre eventual localização da suspeita nem confirmação oficial sobre a motivação do incêndio além dos relatos prestados à polícia pelos envolvidos e pela proprietária do imóvel.
O caso é registrado como incêndio praticado em casa habitada ou destinada a habitação e dano.

