Mesmo com câmeras, rua vira ponto de lixo na região do Caiobá
Além dos riscos à saúde, os relatos incluem ameaças de violência

Apesar das 10 câmeras de vigilância instaladas pela incorporadora, moradores do Loteamento Rancho Alegre III, na região do bairro Caiobá, em Campo Grande, denunciam que a Rua da Fauna foi transformada em um verdadeiro “aterro sanitário” a céu aberto.
RESUMO
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Moradores do Loteamento Rancho Alegre III, em Campo Grande, denunciam que a Rua da Fauna se tornou ponto de descarte irregular de lixo, mesmo com a instalação de 10 câmeras de vigilância. Além do problema ambiental, há relatos de ameaças armadas contra quem tenta impedir os descartes. A incorporadora responsável pelo loteamento instalou guardas e câmeras, registrou boletins de ocorrência e solicita às autoridades maior fiscalização. Em Campo Grande, o descarte irregular pode gerar multas de até R$ 25 mil, além de possíveis consequências criminais.
Esse caso chegou à reportagem pelo canal Direto das Ruas, nesta terça-feira (15). Além dos riscos à saúde, os relatos incluem ameaças de violência contra quem tenta impedir os descartes.
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Alessandra Zardo, de 48 anos, conta que os proprietários de lotes e a empresa têm feito a limpeza, mas que o trabalho se torna inútil diante da reincidência dos descartes. “Enquanto o rapaz está limpando, já tem outros jogando lixo em cima do que foi limpo. E são pessoas, às vezes, do próprio bairro, mas também de bairros de fora. A gente está gastando um valor que não deveria, para limpar sujeira de outras pessoas. Esse lixo atrai invasões e doenças”, relata
Ela também relata episódios de ameaça por parte de quem faz o descarte irregular. “O bairro está se tornando perigoso. As pessoas chegam armadas para descartar lixo. Se você tenta impedir, apontam arma. Fazemos boletim de ocorrência, mas não tem retorno. As multas não estão sendo aplicadas”, completa.

Para tentar diminuir o descarte irregular, a incorporadora responsável pelo loteamento divulgou nota confirmando que instalou guardas e câmeras em pontos estratégicos para tentar coibir a prática ilegal. Também informou que já realizou diversas denúncias e registrou boletins de ocorrência, mas o problema persiste.
A empresa reforça o apelo às autoridades para que intensifiquem a fiscalização, apliquem multas e viabilizem a instalação de um ecoponto na região, como forma de garantir a destinação correta dos resíduos e a preservação ambiental.
Em Campo Grande, o descarte irregular de lixo pode gerar multas que variam entre R$ 2.944,50 e R$ 11.778,00. O valor exato depende da quantidade e tipo de resíduo descartado, e em casos mais graves, como o descarte de lixo hospitalar ou em áreas de preservação, as multas podem chegar a R$ 25 mil, podendo também haver consequências criminais, como detenção ou reclusão. A população pode denunciar o descarte irregular pelo telefone 156.
Ao Campo Grande News, a Semades (Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico) disse que, neste caso, onde o descarte está sendo realizado na rua e não em um terreno específico "não temos como atuar diretamente, somente, se houver flagrante da ação poderemos agir para que as providências legais possam ser tomadas de forma eficaz".
*Matéria editada às 14h56, do dia 16/07 para acréscimo de informações.
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