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Direto das Ruas

"O que era ruim antes piorou", diz enfermeira que viu obras de asfalto pararem

Segundo prefeitura, empresa contratada continua realizando os serviços, mas de forma mais lenta

Por Geniffer Valeriano | 30/11/2023 17:19

“O que era ruim antes piorou”, diz a moradora do Bairro North Park que desde outubro passava por obras de pavimentação. Enfrentando ruas enlameadas todos os dias, moradores da região reclamam de obras paradas há cerca de dois meses.

A enfermeira Eva da Silva, de 41 anos, conta que mora em uma casa de esquina que fica na Rua Abrolhos e Punta Arena. Nenhuma das vias recebeu pavimentação onde fica a sua residência. Na Rua Abrolhos o asfalto chegou perto da casa, mas parou de ser feito a poucos metros do local.

“Eles iniciaram a obra e infelizmente abandonaram as obras e virou um caos. Agora com a chuva está bem pior, juntou muita lama e está bem pior do que antes de eles mexerem. Foi mais prejuízo, principalmente pra gente que fica com lama bem na porta de entrada na saída. Pra mim, que moro na esquina, ficou bem pior ainda”, conta.

A enfermeira relembra que as obras iniciaram em meados de outubro. Na mesma época, metade do bairro teve a pavimentação concluída. Quando a outra metade receberia a pavimentação, as obras foram paradas.

“Eles deixaram muito material da rede de esgoto e está abandonado aqui em alguns locais. Fizeram um buraco que disseram ser de contenção de água e abandonaram onde disseram que seria uma praça, todo mundo aqui está na mesma situação. Não passaram o meio-fio, iniciaram, mas quebraram tudo e depois fizeram tudo de novo. Acho que eles estão fazendo assim aos poucos”, conta.

Asfalto parou duas quadras antes de chegar na casa de Maria (Foto: Direto das Ruas)
Asfalto parou duas quadras antes de chegar na casa de Maria (Foto: Direto das Ruas)

Com as chuvas das últimas semanas, a situação em frente à casa de Eva piorou. A rua de terra foi substituída pelo barro. A enfermeira conta que nos dias chuvosos a via se torna um rio de lama, que desce junto a enxurrada pela rua de sua casa. “Ainda não concluíram. Deixou a gente a ver navios, a gente está aqui à espera de uma resposta. A gente já enfrentava uma situação um pouco complicada e agora só piorou a situação”, disse.

Outra que reclama do problema é Maria Evanilde Souza, de 65 anos. Revoltada com as obras paradas, ela conta que alguns vizinhos chegaram a procurar a prefeitura para expor a situação, mas foram informados que a empresa tem nove meses para terminar as obras.

Na rua em que ela mora, o asfalto parou a duas quadras de sua casa. Sem ter sido contemplada com a pavimentação, até o momento, Maria chega a desejar que a via voltasse a ser como era antes das obras.

“A nossa rua era toda cascalhada, tiraram o cascalho e deixaram a Deus dará. Isso é um prejuízo pra nós. Não tem condições, não tem mesmo. Se eu tivesse condições eu ia comprar umas pedras para jogar lá, porque isso já ia melhorar essa situação”, diz.

Conforme a Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos), a empresa responsável pelas obras está com o cronograma de execução adiantado e que diminuiu o ritmo dos trabalhos por conta das chuvas.

“[As chuvas frequentes] prejudicam a realização de serviços, principalmente drenagem e a construção da bacia de drenagem, prevista no projeto. A obra, que tem prazo de conclusão para abril de 2024, está 50% executada”, encerra a nota.

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