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Direto das Ruas

Pai de autista reclama da falta de transporte para atendimento

Centro-Dia oferece atenção integral à pessoa com deficiência em situação de dependência durante o dia

Por Mariely Barros | 06/07/2022 12:21
Marcos, ao centro, sendo levado pelos funcionários do Centro-Dia para consulta médica. (Foto: Direto das Ruas)
Marcos, ao centro, sendo levado pelos funcionários do Centro-Dia para consulta médica. (Foto: Direto das Ruas)

Pai do autista Marcos Aurélio Ferreira, de 37 anos, Deir Ferreira, de 57, está reclamando da falta de transporte para os deficientes atendidos pelo Centro-Dia de Referência para Pessoas com Deficiência de Campo Grande, no Vilas Boas. Parte de projeto nacional do governo federal pela Secretaria Especial do Desenvolvimento Social, a unidade na Capital está vinculada à SAS (Secretaria Municipal de Assistência Social).

Deir conta que antes da pandemia deixou de trabalhar para se dedicar exclusivamente aos cuidados do filho, conseguindo manter uma rotina. Segundo ele, profissionais do centro buscavam o rapaz três vezes na semana pela manhã e retornava com ele ao final da tarde, porém, desde retorno das atividades presenciais, há cerca de três meses, a rotina de atendimentos não foi restabelecida. "Eles buscam o meu filho duas vez na semana, não tem horário certo, é muito complicado para a gente que depende desse serviço para se descansar", disse.

Fachada da sede do Centro-Dia em Campo Grande. (Foto: Google Street View)
Fachada da sede do Centro-Dia em Campo Grande. (Foto: Google Street View)

O serviço prestado é gratuito e os pacientes são regulados pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Há ainda um serviço de locomoção para pessoas que não tem como ir para a unidade, esse é o caso do filho de Deir. “Ele vai para o centro duas vezes na semana, mas toda semana dão uma desculpa, falam que a gasolina acabou, que o carro está na oficina, esse ano meu filho não pode ir a 50% dos dias de atendimento por falta de transporte”, enfatizou.

Segundo Deir, após o fechamento do centro por conta do isolamento social, seu filho passou a ficar mais agitado e a chorar todos os dias. Durante uma consulta com o especialista que atende o rapaz, Marcos foi diagnosticado com estresse causado pela quebra de rotina. Segundo ele, os profissionais de transporte são primordiais para o tratamento de Marcos, já que eles que faziam o transporte dos dois às consultas de rotina.  “Nos últimos meses nem as caronas para levar ele ao médico eu tenho conseguido”, disse.

Atualmente, o centro que oferece atendimento para pessoas com deficiência que depende integralmente de um cuidador e, ao mesmo tempo, serve de apoio às famílias e aos cuidadores familiares na diminuição do estresse decorrente dos cuidados prolongados, atende 82 famílias, tanto em sua sede como no domicílio do usuário, oferecendo serviços de autocuidado (higiene e alimentação).

Na unidade, a equipe composta por psicólogos, assistente social e terapeuta ocupacional fazem o acompanhamento das famílias e trabalham para garantir qualidade de vida, socialização, autonomia para os deficientes e o acesso dos familiares aos serviços de assistência do Governo.

Serviço será normalizado –  Em nota, a Secretaria Municipal de Assistência Social informou que o transporte diário das 20 pessoas que fazem uso desse serviço, será restabelecido nos próximos dias. E que por questões logísticas esse atendimento tem sido feito nos últimos 30 dias somente três vezes por semana.

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