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Economia

Anvisa suspende sal com excesso de iodo e doce de leite sem dados de conservante

Produtos foram reprovados em testes que medem quantidade de substâncias e por falta de informações no rótulo

Por Ângela Kempfer | 23/01/2026 10:56
Anvisa suspende sal com excesso de iodo e doce de leite sem dados de conservante
Lotes do sal da marca Marfim e Doce São Benedito foram suspensos

A Anvisa determinou o recolhimento e a suspensão de lotes de sal grosso e doce de leite após reprovação em testes laboratoriais. No caso do sal, a agência suspendeu a comercialização, distribuição e consumo do lote 901124 do Sal Marinho Grosso Iodado da marca Marfim, fabricado pela empresa M Gomes Praxedes Ltda.

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A Anvisa determinou a suspensão e recolhimento de lotes do Sal Marinho Grosso Iodado Marfim e do Doce de Leite São Benedito. O sal foi reprovado em teste de teor de iodo, componente obrigatório desde 1952 e essencial para prevenir doenças como bócio e problemas no desenvolvimento fetal.O doce de leite apresentou ausência de identificação do lote e foi reprovado no teste de ácido sórbico, conservante que evita deterioração. Na mesma data, a agência também proibiu a comercialização do Azeite Terra das Oliveiras por origem desconhecida e irregularidades cadastrais da importadora.

Segundo a Anvisa, o produto foi reprovado no teste de teor de iodo, realizado pelo Lace do Distrito Federal. No Brasil, a adição de iodo ao sal destinado ao consumo humano é obrigatória desde 1952.

De acordo com a agência, o iodo é um mineral essencial para prevenir a deficiência desse nutriente no organismo, que pode causar bócio, caracterizado pelo aumento da tireoide, além de comprometer o desenvolvimento do feto durante a gestação.

O Doce de Leite em Pedaços da marca São Benedito também teve a comercialização, distribuição e consumo suspensos. Nesse caso, a Anvisa apontou ausência de identificação do lote e reprovação no teste de determinação de ácido sórbico, também realizado pelo Lacen-DF.

O ácido sórbico é um conservante utilizado para evitar a deterioração dos alimentos por microrganismos. Os resultados do ensaio foram considerados insatisfatórios.

Na quinta-feira, a Anvisa proibiu e determinou a apreensão do Azeite de Oliva Extravirgem da marca Terra das Oliveiras. O produto não pode mais ser comercializado, distribuído, fabricado, importado, divulgado ou consumido.

Segundo a agência, a proibição ocorreu porque o azeite tem origem desconhecida e estava sendo anunciado na plataforma Shopee. Além disso, a empresa JJ Comercial de Alimentos Ltda., informada no rótulo como importadora, teve o CNPJ extinto em 8 de janeiro de 2025, após encerrar voluntariamente suas atividades.

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