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Campo Grande, Sábado, 17 de Agosto de 2019

04/06/2019 19:02

Com Evo e Reinaldo, acordo viabiliza compra de gás para nova termelétrica

Investimento da Camaçari RJ Participações em Ladário prevê unidade que consumirá 1,1 milhão de metros cúbicos de gás

Humberto Marques
Evo e Reinaldo (ao centro), durante evento em Santa Cruz de la Sierra que garantiu contrato para fornecimento de gás a nova termelétrica em MS. (Foto: Governo da Bolívia/Divulgação)Evo e Reinaldo (ao centro), durante evento em Santa Cruz de la Sierra que garantiu contrato para fornecimento de gás a nova termelétrica em MS. (Foto: Governo da Bolívia/Divulgação)

Foi assinado nesta terça-feira (4) em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, o acordo de fornecimento de 1,1 milhão de metros cúbicos da YPFB (Yacimentos Petrolíferos Fiscales Bolivianos S/A) para a Termelétrica Fronteira, a ser construída na região de Ladário pela Camaçari RJ Participações ao custo de US$ 300 milhões. O evento reuniu na cidade do país vizinho o presidente boliviano, Evo Morales, o ministro Luis Alberto Sanches (de Hidrocarburos) o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e representantes da empresa.

“Vamos poder juntos, governo boliviano, governo de Mato Grosso do Sul, a Global e a Camaçari, gerar energia. Então vocês, além de fornecer o gás, vão ser sócios de um empreendimento que vai poder gerar energia e irrigar as linhas de transmissão do Brasil”, declarou o governador.

Pelo empreendimento, a Camaçari pretende erguer uma usina termelétrica com capacidade de gerar 266,4 megawatts de energia e participar do leilão de energia Nova A-06, que deve ser realizado pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) em 29 de setembro. A empresa deverá apresentar documentação comprovando ter disponibilidade de gás para manter a unidade funcionando de forma contínua.

Segundo o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, o contrato garante a demanda de gás para a Camaçari, encerrando um processo de negociação iniciado há mais de dois anos com a Bolívia.

“Temos que lembrar que para o governo de Mato Grosso do Sul é extremamente importante essa parceria com o governo boliviano, principalmente em função do gás natural, não é só para essa termelétrica, mas hoje a Bolívia é a principal fornecedora de gás natural para o Brasil e, consequentemente, de ICMS para o Mato Grosso do Sul”, destacou o secretário.

Reinaldo também manifestou a bolivianos interesse no fornecimento de ureia e potássio. (Foto: Governo da Bolívia)Reinaldo também manifestou a bolivianos interesse no fornecimento de ureia e potássio. (Foto: Governo da Bolívia)

Nitrogenados – Além de discutir a termelétrica, o governo trabalha para que a UFN3, unidade de produção de fertilizantes nitrogenados em obras em Três Lagoas e que também depende do gás, possa fazer compras diretas do combustível –cujo consumo foi estimado em 2,2 milhões de metros cúbicos por dia.

A unidade, começou a ser construída em 2011 e teve as obras paradas em 2014, entrou em processo de venda para um grupo russo, que acabou enfrentando entraves jurídicos. Os investimentos no local já superam R$ 4 bilhões, com 81% do projeto estando concluído.

Reinaldo convidou as autoridades da Bolívia a conhecerem a unidade e o potencial da produção e celulose em Três Lagoas, outro potencial cliente do gás.

Compromissos – Também na Bolívia, o governador e Evo assinaram termo de cooperação nas áreas de gás, ureia e potássio.

“Poder fazer essa parceria na importação de ureia e do potássio é importante. O Brasil importa todo o potássio consumido de outros países e hoje podemos ter outra oportunidade, que é a compra do potássio produzido na Bolívia, para a produção agropecuária no Brasil. Então, mais do que a assinatura de um termo de compromisso, é firmar realmente uma integração também nas áreas cultural, turística”, Reinaldo.

O governador sul-mato-grossense ainda apresentou ao presidente boliviano o projeto da ferrovia Transamericana, apresentado como um corredor ferroviário bioceânico que encurta distâncias entre os portos de Santos (SP) e do Chile e Peru, reduzindo custos e aumentando a competitividade dos produtos sul-americanos.

“Esse modal é uma extensão das ferrovias brasileiras, adentrando ao território boliviano e chegando aos portos peruanos e chilenos”, destacou o governador. Evo, por sua vez, definiu o projeto como importante par a economia da Bolívia.

Discutida também com os Estados de São Paulo e do Centro-Oeste, o canal de escoamento tem 1,7 mil quilômetros de extensão, atravessando Mato Grosso do Sul de leste a oeste –de Três Lagoas a Corumbá. O trecho é administrado pela Rumo Logística, mas deve ser contemplado com investimentos do PPI (Programa de Parcerias de Investimentos), do governo federal.



Construir termoelétrica em tempos de geração de energia foto voltáica? Um retrocesso sem explicações. Poderíamos investir em geração de energia limpa e mais barata. A eletricidade em uma termo elétrica é mais cara, qual é a do governador ?
 
Jose Antonio Leal Batista em 05/06/2019 11:54:51
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