Com obras iniciadas, Rota da Celulose tem 6 frentes com sistema pare e siga
Intervenções começaram em 5 rodovias e incluem recuperação do asfalto; 13 bases também estão em construção

Seis frentes de obras estão em andamento nos 870 quilômetros da Rota da Celulose, em Mato Grosso do Sul, com operações de pare e siga, desvios e interdições temporárias. Os trabalhos começaram em 31 de julho e atingem trechos das BR-262, BR-267, MS-040, MS-338 e MS-395.
RESUMO
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Seis frentes de obras atuam nos 870 quilômetros da Rota da Celulose, em Mato Grosso do Sul, com pare e siga, desvios e interdições temporárias nas BR-262, BR-267, MS-040, MS-338 e MS-395. Os serviços incluem recuperação do pavimento e implantação de 13 bases do SAU, que vão operar 24 horas por dia a partir das próximas etapas. A concessão prevê R$ 10,1 bilhões em 30 anos.
As intervenções incluem fresagem e recomposição do pavimento, aplicação de micropavimento e operações de tapa-buracos. Para acelerar os trabalhos, a extensão da concessão foi dividida entre seis empresas contratadas, cada uma responsável por determinados trechos.
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Com as equipes trabalhando simultaneamente, usuários podem encontrar pontos com operações de Pare e Siga, desvios e interdições temporárias. As restrições são adotadas de acordo com a necessidade de cada obra.
A orientação aos motoristas é reduzir a velocidade ao se aproximar das frentes de trabalho, respeitar a sinalização e as determinações das equipes, manter distância segura do veículo à frente e evitar ultrapassagens nos locais sinalizados.
Segundo a concessionária, os trabalhos são acompanhados por empresas especializadas em supervisão e gerenciamento e contam com ensaios tecnológicos e laboratórios voltados à pavimentação. O tipo de intervenção varia conforme as condições encontradas em cada trecho.
"A recuperação do pavimento é uma das etapas fundamentais para elevar a qualidade da infraestrutura rodoviária. Cada intervenção é planejada a partir das características do trecho e acompanhada tecnicamente para garantir que os serviços atendam aos padrões estabelecidos pela concessão", afirma o presidente da Caminhos da Celulose, Luiz Fernando De Donno.
A expectativa é que a recuperação reduza irregularidades no pavimento, melhore as condições de rolamento e aumente a segurança e o conforto para quem utiliza as rodovias.
Bases de atendimento
Além das intervenções no asfalto, a concessionária iniciou a implantação de 13 unidades do SAU (Serviço de Atendimento ao Usuário). As estruturas ficarão distribuídas ao longo da BR-262, BR-267, MS-040 e MS-338.
As obras estão em diferentes etapas, com serviços de terraplenagem, compactação do solo e preparação dos terrenos. Há trabalhos, por exemplo, na MS-040, em Santa Rita do Pardo, e na MS-338.
Quando concluídas, as unidades funcionarão 24 horas por dia, sete dias por semana. Os espaços terão sanitários masculino e feminino, fraldário, área de descanso, água potável, estacionamento, totens de atendimento e dois pontos para recarga de veículos elétricos.
Também servirão como bases para ambulâncias, guinchos leves e pesados, caminhões-pipa, caminhões boiadeiros, viaturas de inspeção de tráfego e outros equipamentos utilizados pela concessionária.
Integradas ao CCO (Centro de Controle Operacional), as unidades vão atuar no atendimento de acidentes, panes mecânicas, veículos parados, animais na pista, obstruções e outras ocorrências.
A construção das 13 bases deverá ser concluída até o fim de 2027. Os serviços de atendimento aos usuários, porém, começam antes. A previsão é iniciar em outubro deste ano o atendimento pré-hospitalar, inspeção de tráfego, remoção de veículos, atendimento mecânico e demais serviços previstos no contrato.
"As estruturas de atendimento ao usuário fazem parte de uma transformação mais ampla da concessão. A recuperação das rodovias, aliada à implantação das bases operacionais, permitirá oferecer mais segurança, conforto e agilidade no atendimento aos usuários", afirma De Donno.
O que é a Rota da Celulose
A Rota da Celulose é uma concessão criada para modernizar a infraestrutura rodoviária das regiões central e leste de Mato Grosso do Sul, corredor que ganhou importância com a expansão da indústria de celulose e também é utilizado para o transporte da produção agropecuária.
O sistema tem 870 quilômetros e reúne trechos das MS-040, MS-338 e MS-395 e das rodovias federais BR-262 e BR-267. A malha conecta importantes polos produtivos do Estado e municípios como Campo Grande, Ribas do Rio Pardo, Água Clara, Três Lagoas e Bataguassu.
A concessão foi assumida pela Caminhos da Celulose por um período de 30 anos, a partir de contrato firmado em 6 de fevereiro de 2026.
Ao longo do período estão previstos R$ 10,1 bilhões, dos quais R$ 6,9 bilhões serão destinados a obras e melhorias na infraestrutura rodoviária e R$ 3,2 bilhões aos custos de operação da malha concedida.

