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Campo Grande, Quinta-feira, 21 de Junho de 2018

16/11/2017 06:22

Com preço nas alturas, consumo do etanol cai ao menor nível em dez anos

Osvaldo Júnior
Abastecer com etanol se tornou está menos vantajoso (Foto: Divulgação/Petrobras)Abastecer com etanol se tornou está menos vantajoso (Foto: Divulgação/Petrobras)
Com preço nas alturas, consumo do etanol cai ao menor nível em dez anos

Com poucos centavos abaixo do custo da gasolina, o preço do etanol não está nada atrativo a proprietários de veículos flex. O encarecimento derrubou o consumo do produto para o menor nível em dez anos.

De janeiro a outubro, foram vendidos 61,62 milhões de litros do etanol em Mato Grosso do Sul, de acordo com a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). Esse volume é o menor desde 2007. Nesse período, o derivado da cana subiu o dobro da gasolina.

Os postos de Mato Grosso do Sul vendem o etanol pelo preço médio de R$ 3,044, o que equivale a 80,5% do valor médio da gasolina (R$ 3,781). O biocombustível só é economicamente vantajoso quando custa menos de 70% do preço do derivado de petróleo. O cálculo é simples: basta dividir o valor do etanol pelo da gasolina; se o resultado for maior que 0,7, é melhor abastecer com gasolina.

A aproximação entre os preços dos dois combustíveis decorre de alta do etanol muito acima ao da gasolina. De 2007 (quando venda acumulada de janeiro a outubro do derivado da cana já superava a de igual período deste ano) a hoje, o valor do etanol disparou 81,94%, passando de R$ 1,673 para R$ 3,044. Essa variação é o dobro da apresentada pela gasolina no mesmo comparativo: 39%, de R$ 2,72 para R$ 3,781.

Em novembro de 2007, a paridade entre os dois combustíveis era de 61,5%. Ou seja, abastecer com derivado de cana era economicamente viável, situação diversa da atual.

Consumo – A trajetória de consumo do etanol é inversamente proporcional ao da inflação do produto. Ainda conforme a ANP, os postos de Mato Grosso do Sul comercializaram 61,62 milhões de litros do combustível, 31,47% a menos que o volume vendido de janeiro a outubro do ano passado. 

De acordo com a série histórica da ANP, esse volume só supera a de igual período de 2006, quando foram comercializados, no Estado, 45,56 milhões de litros de etanol. 

Já a gasolina apresenta alta – não muito expressiva – nas vendas. O incremento foi de 5,54%, de 542,48 milhões de litros de janeiro a outubro de 2016 para 572,56 milhões de litros no acumulado dos mesmos meses deste ano. 

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Porque os produtores de álcool iriam se preocupar com o preço para o consumidor se eles tem a venda garantida para a Petrobrás colocar na gasolina? Abaixe a porcentagem para uns 15% e deixa sobrar álcool nas usinas pra ver se o preço não ia abaixar e melhorar o consumo, já que polui menos.
 
Seusamuca em 16/11/2017 10:12:04
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