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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

11/05/2012 13:29

Com superfaturamento, 50% dos imóveis de Campo Grande encalham

Luciana Brazil
Casas vizinhas, no bairro Rita Vieira, são vendidads por preços diferentes por causa do terreno. (Foto:Luciana Brazil)Casas vizinhas, no bairro Rita Vieira, são vendidads por preços diferentes por causa do terreno. (Foto:Luciana Brazil)

Para onde se olha, lá estão elas. Em Campo Grande, as placas indicando imóveis à venda se tornaram comuns em todas as regiões da cidade. A oferta é grande e a procura é mediana. Os preços acima do valor de mercado são os catalisadores para tantos imóveis à espera de um comprador, conforme explicou o presidente do Sindimóveis/MS (Sindicato dos Corretores de Imóveis), James Antônio Gomes.

“Hoje tem muito imóvel para vender e muitos deles estão acima do preço de mercado. Esses imóveis vão continuar à venda porque as pessoas não vão comprar nada acima do valor de mercado”, afirmou.

Cerca de 50% dos bens à venda, em Campo Grande, estão com preço acima dos valores reais, conforme avaliação de Gomes. “Grande parte está com preço muito alto. O problema não é do mercado, é do dono do imóvel que não aceita a sugestão do corretor”.

Sobre o mercado imobiliário, o presidente analisa como estável e ressalta que há pelo menos três anos não se vive um momento de crise. Conforme Gomes, o aquecimento nos negócios teve início em 2010 e se estendeu até outubro do ano passado. O boom foi motivado por vários fatores, entre eles o programa do Governo Federal, “Minha Casa, Minha Vida”, além das facilidades de aquisição dadas pela CEF (Caixa Econômica Federal), como afirmou Gomes.

“Depois de outubro de 2011, a venda e compra se tornaram mais estáveis e continuam assim em na Capital e em várias cidades do Estado”, explicou. No interior de Mato Grosso do Sul, o cenário também é positivo e o crescimento das cidades é a grande motivação para o mercado imobiliário. “As usinas, as indústrias e as plantações estão acelerando o desenvolvimento de várias localidades”, frisou Gomes.

A atual constância do mercado, que é vista como um quadro positivo, acontece porque só está comprando imóvel quem precisa mudar de casa, segundo o presidente do Sindimóveis. “O investidor, aquele que compra, reforma e vende, não está comprando. Ele compra para ganhar dinheiro e como os imóveis estão com preço acima do mercado, eles também não estão comprando”.

A valorização dos imóveis tem sido frequente em todas as regiões de Campo Grande, e na maioria dos casos, por causa da melhora na infraestrutura. “O imóvel é valorizado quando se tem infraestrutura. Aqui em Campo Grande, todos os lugares estão ficando valorizados por causa dos novos asfaltos, por causa das avenidas, dos parques lineares. Além disso, Campo Grande é uma cidade de médio porte e tem crescido muito”.

De acordo com Gomes, a região norte da cidade, onde está sendo construído o shopping Parque dos Ipês, é a área de maior visibilidade no momento. “Esse local está sendo muito valorizado”.

Placas e faixas anunciam imóveis à venda em várias regiões da cidade. (Foto:Luciana Brazil)Placas e faixas anunciam imóveis à venda em várias regiões da cidade. (Foto:Luciana Brazil)

Apartamentos, lotes, casas, terrenos e áreas rurais são comercializadas e valorizadas todas nos mesmos patamares. Para Gomes, adquirir um imóvel é um benefício. “Quem compra tem duas vantagens, que é a valorização do imóvel com o tempo e o aluguel, que é o lucro”.

A equipe do Campo Grande News percorreu várias regiões de Campo Grande e, em todas elas, são muitas as placas e faixas anunciando a venda de imóveis. É comum encontrar casas para vender, uma ao lado da outra, o que revela a grande oferta do negócio na cidade.

Valores: No bairro Rita Vieira, área onde estão sendo feitas várias construções, muitas casas estão à venda. A corretora Luciana Costa, afirmou que o terreno é um quesito decisivo para a valorização do imóvel. “Além do tamanho do terreno, a localização é essencial para que uma casa seja vendida com valor mais alto”.

Localizadas uma ao lado da outra, duas casas, no bairro Rita Vieira, possuem preços bem diferente. Segundo Luciana, a mais cara, de R$ 400 mil tem um terreno de 360 m², acabamento de primeira linha, além de várias mordomias. Já a casa que fica ao lado, custa R$ 200 mil, mas o terreno é a metade da primeira casa. “Isso define tudo”, frisou a corretora.

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Acho um absurdo preços de imóveis em campo grande, varias pessoas colocando preços de mansões em barracos apenas pelo terreno. Acho que o crescimento e as melhorias em bairros da cidade esta muito abaixo para esses valores extremamente altos, uma coisa são benefícios notaveis, agora asfauto? esgoto? Acho que esses fatores não deveriam estar interferindo nos preços. Apenas prejudica Campo Grande.
 
Danilo Denski em 17/06/2012 12:13:48
Estou espantado com a falta de noção de alguns proprietários... num bairro asfaltado recentemente proximo ao centro liguei num anuncio com placa do corretor ele me passou o preço de 58 mil e na mesma rua diretamente com a proprietária 110 mil com a mesma metragem... ta doida dona... felizmente existe a lei da oferta de da procura.

 
joao cabral em 22/05/2012 03:10:57
Parece que tem muita gente desinformada. Este é um dos motivos que leva imóveis a custarem muito caro. Uma casa de 60m quadrados por 100 mil? Caro amigo, se for num bairro bom me diga onde fica. Quero comprar este imovel e depois revender por mais. Infelizmente (ou não) 100 mil não da nem pra comprar um terreno decente mais.
 
wantuir lima em 15/05/2012 06:35:37
sr,Radolfo Damasceno, se nosso estado e nossa linda cidade, não esta bem, se o sr não quer investir aqui, se farou no tempo..... por favor amigo,arrume outra cidade,para se instalar e que mereça seus investimentos.
 
roseli silva rodrigues em 13/05/2012 08:11:58
Amigos deixa construir sou pintor e ai estaria parado,eu e muito pedreiros e outros mais do segmento o que ta errado sao as normativas do governo federal para o financiamentos, para nao aquecer demais o mercado de imoveis é pra segurar um pouco, mas isso tudo ja vai passar e ai vamos voltar aqui pra elogios e muitas alegrias chega de criticas vazias e sem fundamentos nossa cidade esta linda .
 
Aparecido Pereira em 12/05/2012 12:34:58
Só fiquem de olho!!! Os EUA "quebraram" com financiamento desenfreado de imoveis. Vamos esperar pra ver!
 
André Péricles em 12/05/2012 11:34:48
Rafael, eu concordo com o que você disse. Mais não cabe comparar os preços daqui com o de São Paulo, principalmente. São Paulo é a maior cidade do Brasil e a mais desenvolvida. Lógico que tem que valorizar o que é seu, principalmente quando se tem concorrência, mas vamos fazer isso com bom senso!!!
 
João Augusto em 12/05/2012 11:18:09
Por favor, entendam um pouquinho de economia... Isso é lei de oferta e procura... O mercado dita as regras... Parabens para que tem a sensibilidade de aproveitar esses momento e ganhar dinheiro com isso!!! Outro detalhe... Campo Grande ainda tem preços de imoveis muito defasados em relação a outras capitais. Muito mesmo.... Em São Paulo, vende-se um apartamento de 60 metros quad. por 300.000,00...
 
Rafael Coradini em 12/05/2012 09:36:27
A localização conta muito, entretanto, se observarmos casas com o mesmo padrão, na periferia e num bairro nobre e em outro bairro próximo ao centro, veremos que os valores não destoam muito. Penso que nos últimos anos ocorreu a supervalorização dos imóveis na periferia, quais embora tenho melhorado em muito o padrão e o .acesso, permanecem aquém em termos de localização.
 
Dr. Bruno Ribeiro em 12/05/2012 08:59:31
Infeliz comparação, heim! São Paulo não é só a maior e mais desenvolvida cidade do Brasil, como também é a cidade que mais sofre com a questão demográfica. É o mesmo motivo que faz NY e Mônaco serem regiões com m2 supervalorizados. Para construir cubículos de 60m2, deve-se demolir construções enormes e antigas em plena cidade, além de um alto custo e lobby político, elevando demais o valor do bem.
 
Rodrigo Munhoz em 12/05/2012 03:07:03
Bom, acho que o senhor que disse isso é uma pessoa no mínimo irresponsável. Para se afirmar algo do gênero ele praticamente deveria ter em mãos as avaliações de todos os imóveis a venda. O fato é, a cidade cresceu,tem quem que ganhar dinheiro em cima sim, porém não se pode ignorar outras coisas relacionadas ao preço do imóvel como o custo de construção e inflação e muitas outras coisas...
 
Fernanda Fernandes em 11/05/2012 10:36:44
O que querem, comparem a mão de obra que a dois anos pagavasse R$150,00 o metro quadrado agora está R$250,00, e tem uns doidos ai que pedem até R$380,00, podem pesquisar. O terreno no bairro jardim tarumã, bairro mais longe do centro em Campo Grande, pediam R$7.000,00 a R$10.000,00 no máximo a dois anos atrás e hoje pedem R$30.000,00? Mas na verdade não vale nem R$20.000,00 no asfalto e ai, pagam.
 
Antonio da Silva em 11/05/2012 10:19:25
Gente,
isso é lei de mercado.
Oferta e procura.
A procura subiu, o preço subiu também.
Isso vale para TOOOOOOOOOODO o mercado.
Daqui a pouco muitos que conseguiram financiamento pelos programas sociais do governo não conseguirão pagar as prestações, a Caixa retoma o imóvel, e vai aumentar a oferta,
daí o preço despenca.
 
Rodrigo da costa em 11/05/2012 07:03:44
realmente a reportagem mostra a realidade, os imoveis estão super valorizados, e acredito que a culpa é realmente das pessoas que não acatam as recomendações dos corretores que sabem valor real dos imóveis.
 
Amarildo Rocha em 11/05/2012 07:03:27
Randolfo Damasceno, nesse caso os governantes não tem nada com isso.
O "problema" é a cultura inflacionária (ou inflacionista, como desejar) do país.
Como o governo tem dado oporunidades com o "Minha Casa Minha Vida", os construtores acham que devem ficar milionários. Um exemplo é o das Roupas de Frio. Quanto você paga em uma no verão? E no inverno?
A culpa é dos exploradores.
 
André Péricles em 11/05/2012 06:30:16
A Simone Cristovão tem razão quando fala da padronização das casas, tudo muito igual, parecem (com todo o respeito) favelas melhoradas. Principalmente essas que são construídas três unidades em um único terreno. Realmente falta criatividade.
 
Hugo Alves em 11/05/2012 06:14:03
A tendencia é piorar com eses governantes ruim de a pior. esse é retrato da qualidade de vida na cidade ninguem compra e não vende .eu mesmo prefiro comprar imoveis fora e alugar .do que comprar aqui pra ficar fechado . e ser depreciado. campo grande ´parou no tempo . e besteira investir em qualquer coisa aqui um estado atrasado tem mudar muito pra melhorar . digo com toda certeza
 
Randolfo Damasceno em 11/05/2012 05:36:44
A prefeitura deveria fiscalizar essas casas que constroem em terrenos que só cabem uma. Não têm área permeável. Aí na hora da enchente a culpa é da prefeitura...
 
Elias Garcia em 11/05/2012 05:22:24
Estou a 8 meses procurando, olhando, pesquisando..... enquanto não encontrar um vendedor honesto, não fecho negócio. Todas as casas de que eu gostei estavam supervalorizadas. O jeito é continuar procurando e guardando mais dinheiro.
 
Bruno Nodes em 11/05/2012 05:03:27
Esse superfaturamento dos imóveis ocorre também em cidades do interior do estado. Espero que os compradores não sejam bobos de pagar os preços absurdos que os especuladores pedem. E só ter paciência e esperar, que o preço cairá...
 
Adriano Roberto dos Santos em 11/05/2012 04:40:07
Bem feito p/ esses exploradores, casa q não passa de 50.000,00 eles kerem vender por 120.000,00. Bem feito
 
João alencar em 11/05/2012 04:31:59
A CEF é cumplice desta super valorização, pois aceita uma avaliação de 90 - 100 mil em uma casinha de 50 m² em um terreno de 120m², enquanto que uma casa de 90 a 100 m² com terreno de 360m² na mesma região nao passa de 75 mil na mesma região.
 
Otavio Duarte em 11/05/2012 04:20:42
Dificilmente alguem consegue vender uma casa ak em Campo Grande com valor superior a 1.000.000,00, a galera daqui não tem renda alta, com exceções de empresários. Se for colocar comprador com renda de 1 a 5 s.m. vão haver compradores de imovéis com vlr. entre 100 mil a 150mil, senão somente abaixo desse valor haverá comprador. Essa é a realidade, pessoal. Ou esperar na fila de programas sociais.
 
jose carlos em 11/05/2012 04:08:51
Eu estou a procura de um imóvel em Campo Grande, mas os preços estão totalmente fora de base!
Casas minusculas, sem terreno, parecem apartamentos e ainda no valor absurdo de mais de R$ 100.000,00 (Eu acho um abuso cobrarem por uma casa de 60 M² esse preço!)
O mercado achou que ia dar um BOOM por causa dos programas sociais e das baixas de juros impostas pelos bancos. Uma verdadeira vergonha.
 
Ana Paula G. França em 11/05/2012 03:34:40
Puxa vida, legal a matéria.....menos os depoimentos do desse cara ae...

Campo grande é uma cidade mediana?kkkkkkk

è bom ele consultar orgãos competentes pra falar sobre hierarquia urbana...

Ibge é um deles!

Abraços....
 
André Monteiro em 11/05/2012 03:31:30
Ajudaria também se houvesse um pouco mais de criatividade por parte de quem quer vender. Agora parece que todas as casas são iguais, que pegaram uma planta e distribuíram por toda a Campo Grande.
Tem as questões do mercado sim, mas seria bom dar essa mãozinha, porque olha, está tudo tão igual que daqui a pouco fica ridículo. Os modelos-padrão são por faixa de preço... triste, viu.
 
Simone Cristovão em 11/05/2012 02:51:25
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