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Campo Grande, Sexta-feira, 20 de Outubro de 2017

23/12/2014 14:23

Demanda aumenta e preços de frutas natalinas deixam ceia mais cara

Viviane Oliveira
Frutas como pêssego, nectarina e ameixa são as mais vendidas  nesta época do ano e também as mais caras. (Foto: Marcos Ermínio) Frutas como pêssego, nectarina e ameixa são as mais vendidas nesta época do ano e também as mais caras. (Foto: Marcos Ermínio)
Joãozinho diz que apesar do aumento nas vendas, teve ano que já foi bem melhor. (Foto: Marcos Ermínio) Joãozinho diz que apesar do aumento nas vendas, teve ano que já foi bem melhor. (Foto: Marcos Ermínio)

A procura de consumidores por frutas natalinas aumentou em até 200% e o preço vai deixar a ceia do sul-mato-grossense mais cara. O valor das frutas tropicais típicas dessa época como a ameixa, nectarina e pêssego subiu de 40% a 50% de acordo com os comerciantes da Ceasa (Central de Abastecimento), em Campo Grande. No entanto, produtos como limão, melancia, melão e uva tiveram queda no preço. O tomate se manteve estável de duas semanas para cá.

O interesse pelas frutas começou a aumentar na semana passada e deve continuar subindo até a primeira quinzena de janeiro, conforme a responsável pelo setor de pesquisa e preços do Ceasa, Iris Balbuena. Ela explica que mesmo sendo época das frutas os preços sobem devido a lei da oferta e da procura. “É muita demanda para pouca oferta, no entanto, cada caso é um caso e tem frutas que diminuiu e outras que aumentou em até 100%”, diz.

A seca ao longo do ano, principalmente em São Paulo e Minas Gerais, maiores fornecedores do Brasil, fez com que o custo de produção ficasse mais alto para o produtor rural. Depois da estiagem, no final de novembro, veio as chuvas e os preços começaram a baixar, Mas na semana passada por causa das festas de fim de ano subiu novamente. A batata, por exemplo, que era vendida para os mercados a R$ 70 foi para R$ 110. A maça de R$ 50 passou de R$ 60 e agora está em R$ 75.

No ramo há 18 anos, o proprietário de um box no Ceasa, Joãozinho Pedrinho Tonin, 51 anos, conta que em época de festas não se compra uma caixa de pêssego de 6 quilos, que chegou a custar R$ 20, por menos de R$ 30. Por outro lado, ele reclama que o consumidor está mais atento na hora de levar o produto para a casa. “O cliente percebeu que para se ter uma mesa bonita não precisa exagerar na compras. Teve anos anteriores que a gente vendia muito mais para a ceia de Natal e Réveillon ”, destaca.

Já o proprietário de outra distribuidora, Carlos Renato da Silva, 30 anos, diz que em relação aos anos anteriores não houve aumento significativo no setor de hortifrúti. “A estiagem não afetou a Serra Gaúcha (RS), cidades da frutas de onde compramos o maioria dos produtos vendidos aqui”, explica, dizendo que é responsável por distribuir 70% das frutas no Estado. Os preços voltam a cair na segunda quinzena de janeiro, conforme Iris.




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