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Economia

Doença em granja de Santa Catarina pode impactar exportações de frango de MS

Medidas de países importadores devem afetar as vendas sul-mato-grossenses do produto no mercado internacional

Por Judson Marinho | 24/10/2026 16:40
Doença em granja de Santa Catarina pode impactar exportações de frango de MS
Granja de criadouro de perus (Foto: CNA/Divulgação)

A confirmação de um foco da doença de Newcastle em uma granja comercial de aves em Santa Catarina provocou restrições às exportações brasileiras de produtos avícolas e pode gerar impactos econômicos para Mato Grosso do Sul.

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Um foco da doenca de Newcastle em Santa Catarina gerou restricoes as exportacoes brasileiras de aves por parte de paises como Mexico e Malasia, impactando o Mato Grosso do Sul apesar da ausencia de registros locais. O Ministerio da Agricultura monitora a situacao e assegura que o consumo da carne inspecionada e seguro. Produtores sul-mato-grossenses reforcam medidas de biosseguridade e orgaos de defesa mantem vigilencia epidemiologica para proteger o setor produtivo estadual.

Embora o Estado não tenha registrado casos da doença, medidas adotadas por países importadores também atingem o comércio de produtos sul-mato-grossenses.

Segundo a Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), as restrições impostas pelo México e pela Malásia a produtos avícolas brasileiros devido à doença detectada, afetam o acesso desses mercados às exportações estaduais.

De janeiro a setembro de 2026, Mato Grosso do Sul exportou aproximadamente 6 mil toneladas de carne de frango para o México, com receita de US$ 12,6 milhões, segundo dados do Agrostat, sistema de estatísticas de comércio exterior do Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária).

Contudo, a restrição da exportação ainda não possibilita estimar eventuais prejuízos no setor, conforme a consultora técnica da Famasul, Fernanda Lopes. Segundo ela, os efeitos econômicos dependerão do tempo de duração das restrições comerciais e da capacidade de redirecionar as vendas para outros mercados.

Por outro lado, China, Chile e Arábia Saudita restringiram as importações de produtos avícolas provenientes especificamente de Santa Catarina, sem estender, até o momento, as medidas aos demais estados brasileiros.

Vírus - A doença de Newcastle é uma enfermidade viral que afeta aves e pode provocar problemas respiratórios, digestivos e neurológicos, além de elevada mortalidade em determinadas situações.

Conforme atualização do Mapa (Ministério da Agricultura), as medidas comerciais foram adotadas após a confirmação de um foco da doença de Newcastle em um estabelecimento de avicultura comercial de corte de perus, localizado em Nova Itaberaba, em Santa Catarina.

O Ministério da Agricultura informou que mantém contato com as autoridades sanitárias dos países importadores para fornecer informações técnicas sobre a ocorrência e as medidas de controle adotadas.

O Ministério também esclareceu que o consumo de produtos avícolas submetidos à inspeção oficial permanece seguro e não apresenta contraindicações.

Vigilância em Mato Grosso do Sul - Mesmo sem registros da doença em Mato Grosso do Sul, a situação exige atenção do setor produtivo. Segundo Fernanda Lopes, a Famasul acompanha os desdobramentos sanitários e comerciais e reforça a importância da prevenção e das medidas de biosseguridade nas granjas.

Entre as medidas recomendadas estão o controle de acesso de pessoas e veículos, a higienização das instalações e a prevenção do contato entre as aves de criação e as aves silvestres. Também é fundamental comunicar imediatamente à Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal) qualquer suspeita de doença.

Em nota, a Iagro informou que segue as diretrizes do Mapa e do Plano de Vigilância de Influenza Aviária e Doença de Newcastle.

As ações incluem vigilância ativa, com levantamentos sorológicos, e vigilância passiva, por meio do atendimento e da investigação de notificações de suspeitas.

Diante da ocorrência em Santa Catarina, a agência mantém a vigilância epidemiológica e adota os procedimentos previstos nos protocolos oficiais para detectar precocemente possíveis casos e evitar a introdução e a disseminação da doença no Estado.

A atuação conjunta entre produtores, assistência técnica, entidades representativas e órgãos de defesa agropecuária é considerada essencial para proteger os plantéis e manter a competitividade da avicultura sul-mato-grossense.