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Economia

Dólar à vista sobe 0,88% e fecha a R$ 5,18 com atenção aos juros

Mercado acompanha cenário nos EUA e no Brasil; bolsa avança 0,52%

Por Gustavo Bonotto | 23/06/2026 19:20
Dólar à vista sobe 0,88% e fecha a R$ 5,18 com atenção aos juros
Cédulas do dólar, moeda utilizada em transações comerciais. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O dólar comercial fechou em alta de 0,88% nesta terça-feira (23), cotado a R$ 5,1866, enquanto investidores acompanharam os desdobramentos da política monetária no Brasil e nos Estados Unidos, além das negociações entre norte-americanos e iranianos

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O dólar comercial fechou em alta de 0,88% nesta terça-feira (23), cotado a R$ 5,1866, acumulando alta de 2,86% no mês, mas ainda com queda de 5,50% em 2026. O Ibovespa reverteu perdas e fechou em alta de 0,52%, aos 171.249 pontos. O petróleo Brent recuou 1,05%, a US$ 77,08. A ata do Copom reforçou a manutenção dos juros, citando incertezas do Oriente Médio. EUA e Irã avançaram em negociações sobre sanções e o programa nuclear iraniano.

Com o resultado, a moeda norte-americana acumulou alta de 0,41% na semana e de 2,86% no mês. Apesar da recuperação recente, o dólar ainda registra queda de 5,50% no acumulado de 2026.

Na bolsa de valores, o Ibovespa conseguiu reverter as perdas registradas durante a manhã e fechou o dia com alta de 0,52%, aos 171.249 pontos. O principal índice do mercado acionário brasileiro acumulou ganho de 1,73% na semana e avanço de 6,28% no ano.

O cenário contribuiu para mais uma queda nos preços internacionais do petróleo. O barril do Brent, referência global, recuou 1,05% e encerrou o dia cotado a US$ 77,08. Já o petróleo WTI (West Texas Intermediate), referência nos Estados Unidos, caiu 0,88%, para US$ 73,21.

No Brasil, o mercado repercutiu a divulgação da ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária). O documento reforçou que o Banco Central optou por manter a taxa básica de juros sem alterações mesmo diante de um cenário menos favorável para a inflação nos próximos anos.

A autoridade monetária avaliou que parte das pressões sobre os preços decorre das incertezas geradas pelo conflito no Oriente Médio e preferiu aguardar novos desdobramentos antes de adotar mudanças na política de juros.

No exterior, investidores acompanharam o avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã. Segundo informações divulgadas por Teerã, as conversas técnicas entre os dois países foram concluídas e abriram espaço para a formação de grupos de trabalho que discutirão sanções econômicas e o programa nuclear iraniano.