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Economia

Dólar cai para R$ 5,31 após recuo de Trump em medidas contra Europa

Moeda recua 1,13% no dia, enquanto Ibovespa sobe 3,33% e atinge recorde histórico

Por Gustavo Bonotto | 21/01/2026 19:20
Dólar cai para R$ 5,31 após recuo de Trump em medidas contra Europa
Cédulas do dólar. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O dólar comercial caiu 1,13% e fechou cotado a R$ 5,31 nesta quarta-feira (21), em São Paulo (SP), após entrada de capital estrangeiro no Brasil motivada pelo recuo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), em medidas contra a Europa, e pela busca de investidores por mercados emergentes.

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O dólar comercial recuou 1,13%, fechando a R$ 5,31 nesta quarta-feira em São Paulo, impulsionado pela entrada de capital estrangeiro no Brasil. A queda foi motivada pelo recuo do presidente americano Donald Trump em medidas contra a Europa e pela busca de investidores por mercados emergentes. No mesmo dia, o Ibovespa atingiu seu maior nível histórico, subindo 3,33% e encerrando aos 171.817 pontos. O movimento representou a maior alta diária da bolsa brasileira desde abril de 2023, com forte valorização de ações de grandes empresas como Itaú, Vale, Bradesco, Petrobras e Eneva.

No mesmo dia, o Ibovespa subiu 3,33% e encerrou aos 171.817 pontos, maior nível da história. O movimento marcou a maior alta diária da bolsa brasileira desde abril de 2023, impulsionado pela valorização de ações de grandes empresas.

No mercado de câmbio, a moeda comercial terminou o dia a R$ 5,32. O dólar turismo ficou em R$ 5,52. O euro comercial fechou cotado a R$ 6,21, enquanto o euro turismo alcançou R$ 6,47. Todas as moedas registraram queda superior a 1%.

A queda do dólar ocorreu após Trump afirmar que chegou a um entendimento com países europeus da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) sobre a Groenlândia. O presidente dos EUA também recuou da imposição de tarifas de 10% a países europeus, anunciadas dias antes.

A mudança de postura reduziu a aversão ao risco nos mercados internacionais. Investidores retiraram recursos dos Estados Unidos e direcionaram parte do capital a países emergentes, como o Brasil, segundo analistas.

Com a entrada de recursos externos, ações de empresas consideradas mais resilientes lideraram os ganhos na bolsa. Entre elas, papéis de Itaú, Vale, Bradesco, Petrobras e Eneva tiveram forte valorização ao longo do pregão.

No cenário interno, pesquisas eleitorais que indicaram maior equilíbrio para a disputa presidencial de 2026 também influenciaram o mercado. A leitura de um ambiente político mais aberto reforçou expectativas de mudança na condução da política fiscal.

Outro fator acompanhado pelos investidores foi a decisão do BC (Banco Central) de decretar a liquidação extrajudicial do Will Bank. A instituição integrava o conglomerado do Banco Master, que já havia sido liquidado em novembro.

Segundo o FGC (Fundo Garantidor de Crédito), os pagamentos a clientes do Will Bank podem alcançar R$ 6,3 bilhões, respeitado o limite de R$ 250 mil por CPF (Cadastro de Pessoa Física) ou CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica), conforme as regras do fundo.

No acumulado da semana, o dólar registra queda de 0,98%. No mês e no ano, a desvalorização chega a 3,08%. Já o Ibovespa soma alta de 4,26% na semana e de 6,64% no mês e no ano.