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Campo Grande, Segunda-feira, 24 de Julho de 2017

13/07/2017 19:32

Dólar fecha estável aos R$ 3,20 após aprovação de reforma trabalhista

Niviane Magalhães (Estadão Conteúdo)

Após quatro sessões de queda, o dólar ficou volátil, ensaiando avanço em alguns momentos do pregão, mas acabou terminando estável. O viés de alta, no entanto, prevaleceu ao longo da tarde desta quinta-feira, 13, com especialistas do mercado apontando para ajustes em relação a um movimento exacerbado ontem na comparação com os pares do real e certa cautela política. A fraqueza da moeda norte-americana ante divisas emergentes e ligadas à commodities devido ao avanço de mais de 1% do petróleo exerceu influência para baixo.

No mercado à vista, o dólar terminou estável, aos R$ 3,2091. O giro financeiro somou US$ 974 milhões. Na mínima, a moeda ficou em R$ 3,2027 (-0,19%) e, na máxima, aos R$ 3,2217 (+0,39%).

Passada a euforia do mercado com a condenação do ex-presidente Lula em primeira instância e diante da falta de notícias mais contundentes, o dólar encontrou algum espaço para subir levemente durante o dia. "O movimento de ontem foi exacerbado frente a outras moedas do mundo. Além disso, embora as chances de Lula concorrer as eleições em 2018 tenham diminuído, ainda precisa acontecer muita coisa até a decisão final em segunda estância para sabermos se ele poderá ou não ser candidato", avaliou Pablo Spyer, diretor da corretora Mirae.

"Depois de abrir em alta, o dólar ficou mais ameno com o leilão de swap do Banco Central", relatou O economista-chefe do Banco Fibra, Cristiano Oliveira. A instituição vendeu o lote integral de 8.300 contratos de swap cambial tradicional, no valor de US$ 415 milhões. Durante a manhã, foi visto também o exportador voltando ao mercado para garantir sua margem, uma vez que há expectativa de continuidade de queda da moeda americana.

Embora o dólar tenha terminado estável, certa cautela foi destacada ao longo da tarde. De acordo com os especialistas, ainda que o clima esteja um pouco mais tranquilo, a situação do Brasil é crítica. "A situação fiscal do País é preocupante, a dívida segue crescendo e a aprovação da reforma trabalhista não significa que a reforma da Previdência passará", afirmou Spyer.

Além disso, o mercado esteve atento à votação da denúncia de corrupção passiva contra o presidente Michel Temer no plenário da Câmara. Hoje, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) rejeitou o parecer do relator Sérgio Zveiter pela aceitação da denúncia por 40 votos a 25, além de uma abstenção. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que irá colocar à disposição a data de segunda-feira para votar a denúncia no plenário, mas que se não houver apoio da maioria dos líderes a votação ficará para depois do recesso.

No exterior, o dólar teve viés de queda ante a maioria das moedas emergentes e ligadas a commodities diante do aumento de mais de 1% do petróleo.

No mercado futuro, o dólar para agosto subiu 0,06%, aos R$ 3,2230. O volume financeiro movimentado somava cerca de US$ 11,32 bilhões. Durante o pregão, a divisa oscilou de R$ 3,2140 (-0,21%) a R$ 3,2335 (+0,38%).

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