ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no X Campo Grande News no Instagram Campo Grande News no TikTok Campo Grande News no Youtube
OUTUBRO, SEGUNDA  26    CAMPO GRANDE 24º

Economia

Dólar sobe a R$ 5,40 e registra maior alta diária desde 1999

Bolsa cai 13,88% e tem pior resultado desde 2020

Por Gustavo Bonotto | 26/10/2026 19:10
Dólar sobe a R$ 5,40 e registra maior alta diária desde 1999
Cédulas do dólar. (Foto: Arquivo/Banco Central do Brasil)

O dólar comercial fechou esta segunda-feira (26) em alta de 8,21%, cotado a R$ 5,4027, no primeiro pregão depois da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Foi a maior valorização diária da moeda americana desde janeiro de 1999. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 13,88%, aos 176.608 pontos, em meio à revisão das expectativas dos investidores para a economia nacional.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

O dólar comercial fechou a segunda-feira, 26, em alta de 8,21 por cento, a 5,40 reais, a maior valorização diária desde janeiro de 1999, no primeiro pregão após a reeleição de Lula sobre Flávio Bolsonaro. O Ibovespa caiu 13,88 por cento, aos 176.608 pontos, o pior resultado desde março de 2020, e a B3 suspendeu as negociações por 30 minutos. Investidores revisaram projeções para juros, câmbio e contas públicas, com foco na dívida. A bolsa argentina também recuou.

Durante o dia, o dólar chegou a R$ 5,6048, mas perdeu parte da alta antes do fechamento. Na sexta-feira (23), a cotação estava em R$ 4,993. No turismo, a moeda americana avançou 8,29% e terminou a R$ 5,621. Apesar da valorização, o dólar comercial ainda acumula queda de 1,57% desde o início de 2026.

Na B3, as negociações foram suspensas por 30 minutos logo no início da sessão, quando o Ibovespa caiu mais de 10%. O mecanismo, chamado circuit breaker, busca conter oscilações bruscas nos preços das ações. Depois da retomada, as perdas chegaram a superar 17%. O índice encerrou o dia com o pior resultado desde 16 de março de 2020, quando recuou 13,92%, no início da pandemia de covid-19.

O que mexeu com o mercado - A vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, realizado no domingo (25), levou investidores a rever projeções para os juros, o câmbio e as contas públicas. Parte do mercado esperava a vitória do candidato do PL. As principais preocupações se concentram no controle das despesas públicas e na trajetória da dívida brasileira.

No exterior, o mercado argentino também registrou perdas. Perto do meio-dia, o índice MSCI Merval caía 4,50%, em meio à reação dos investidores ao resultado das eleições brasileiras. O Brasil é um dos principais parceiros comerciais da Argentina, que realizará sua próxima eleição presidencial em 2027.

Nos Estados Unidos, as atenções se voltaram para a reunião do Fed (Federal Reserve, banco central americano), com decisão sobre os juros prevista para quarta-feira (28). A expectativa era de uma nova elevação das taxas. Já para o BCE (Banco Central Europeu) e o Banco do Japão, o mercado projetava manutenção dos juros.

O petróleo apresentou movimentos diferentes nesta segunda-feira, enquanto investidores acompanhavam as tensões entre Estados Unidos e Irã e os riscos de novas interrupções no fornecimento. O barril do Brent, referência internacional, era negociado a US$ 117,12, em alta. Já o WTI (West Texas Intermediate), referência nos Estados Unidos, recuava 0,34%, cotado a US$ 102,92.