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Campo Grande, Sexta-feira, 28 de Fevereiro de 2020

05/12/2019 12:00

Ehma fará Refis para renegociar débitos de mais de 10 mil inadimplentes

Projetos apresentados hoje na Câmara visam redução de dívidas em casas populares e lotes e regularização de imóveis

Fernanda Palheta e Rosana Siqueira
Diretor da Ehma Enéas Netto explicou projetos hoje para os vereadores da Capital (Fernando Palheta)Diretor da Ehma Enéas Netto explicou projetos hoje para os vereadores da Capital (Fernando Palheta)

A Prefeitura Municipal de Campo Grande, por intermédio da Agência Municipal de Habitação (Emha), apresentou hoje seis projetos aos vereadores na Câmara Municipal que preveêm maior captação de recursos para a agência. Três são projetos de Refis (renegociação de dívidas), que visam a redução da inadimplência em casas populares e lotes e outro é para regularização fundiária.  Somente com as campanhas de renegociação, a meta é recuperar dívidas de mais de 10 mil inadimplentes com a habitação.

Os demais projetos se referem a mudança no nome da Ehma, definição de valores de lotes e venda de lotes comerciais em conjuntos habitacionais que podem gerar R$ 5 milhões aos cofres municipais.

O diretor-presidente da Agência Municipal de Habitação, Enéas Netto, explicou que o objetivo com as campanhas de renegociação é levantar recursos aproveitando o final de ano e pagamento do 13º salário para melhorar o caixa da empresa. Ele detalhou que o primeiro projeto de Refis busca recuperação de débitos de casas financiadas pela agência. De 25 mil mutuários da agência na Capital cerca de 9 mil estão inadimplentes. O segundo Refis será voltado para mutuários apenas do Jardim Ouro Verde que teve financiamento federal. Neste caso, de 800 lotes, cerca de 300 têm dívidas em atraso.

O terceiro Refis visa promover a regularização fundiária de 2.500 lotes, sendo que 800 são devedores. “Este será o último Refis da Ehma, lembrando que após o período de renegociação a Prefeitura vai buscar a reintegraçao de posse destes imóveis que não tiveram os pagamentos regularizados”, frisou Netto. Ele destacou ainda que em 30 anos, é a primeira vez que a administração municipal realiza um Refis de regularização fundiária.

Mudança de nomeOutro projeto apresentado na sessão de hoje pela Ehma foi o de mudança de nome da Agência para AMHASF. A meta é incluir a questão fundiária no nome da entidade e assim desburocrratizar processo para captação de recursos. "O fato de não cosntar no nome da agência a questão fundíária trava a busca de verbas federais", esclareceu o diretor da agência.

O último projeto prevê a venda de sete lotes situados em conjuntos habitacionais de Campo Grande que serão destinados ao comércio. Somente nesta negociação o montante estimado a ser obtido é de R$ 5 milhões. "Este valor será usado para construir a Vila da Melhor Idade", afirma o diretor da Ehma.

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