Em Campo Grande, 60,8% dos comerciantes pretendem contratar até o fim do ano
Pesquisa aponta expectativa de reforço nas equipes para atender às vendas de dezembro

A proximidade das vendas de fim de ano deve abrir oportunidades de emprego no comércio de Campo Grande. Pesquisa divulgada pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) mostra que 60,8% dos empresários da Capital pretendem ampliar o quadro de funcionários nos próximos meses. A expectativa é de reforço das equipes para atender ao aumento do movimento nas lojas, impulsionado pelas promoções e pelas compras de Natal.
RESUMO
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O levantamento faz parte do ICEC (Índice de Confiança do Empresário do Comércio), referente a outubro, e conta com análise do IPF-MS (Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio MS). O indicador específico de intenção de contratação alcançou 115,4 pontos, permanecendo praticamente estável em relação a setembro e acima da marca de 100 pontos, que representa otimismo.
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A disposição para contratar acompanha as expectativas positivas dos comerciantes em relação ao desempenho dos próprios negócios. Segundo a pesquisa, 74,3% dos entrevistados acreditam que suas empresas terão resultados melhores nos próximos meses.
O indicador de expectativa para as próprias empresas chegou a 134,3 pontos, o mais elevado entre os componentes de expectativa analisados. Já a avaliação sobre o comércio em geral alcançou 114,1 pontos, com 63,2% dos empresários projetando melhora no setor.
Os números mostram que, mesmo diante das incertezas econômicas, os comerciantes apostam na movimentação do mercado consumidor para impulsionar as vendas e ampliar as equipes.
A pesquisa, no entanto, não informa quantas vagas poderão ser abertas nem diferencia contratações temporárias de permanentes.
Roupas, calçados e acessórios lideram otimismo
O comércio de bens semiduráveis, que inclui lojas de roupas, calçados e acessórios, apresentou o melhor desempenho entre os segmentos pesquisados em Campo Grande.
O índice de confiança desse grupo chegou a 100,7 pontos em outubro, crescimento de 5,2% em relação a setembro. Foi o único segmento do varejo local a ultrapassar a marca de 100 pontos.
O resultado ocorre às vésperas de um período tradicionalmente importante para o setor, com a chegada da Black Friday, em novembro, e das compras de Natal, em dezembro.
Nos demais segmentos, os índices ficaram abaixo de 100 pontos. O comércio de bens duráveis, que inclui móveis e eletrodomésticos, registrou 89,3 pontos. Já o de bens não duráveis, formado por estabelecimentos como supermercados e farmácias, ficou em 84,9 pontos.
A pesquisa também identificou diferenças conforme o porte dos estabelecimentos. Empresas com até 50 funcionários registraram índice de confiança de 90,5 pontos, enquanto aquelas com mais de 50 empregados marcaram 86,7 pontos.
Expectativas para os próximos meses seguem positivas
O IEEC (Índice de Expectativa do Empresário do Comércio) alcançou 115,6 pontos em outubro, mantendo-se na faixa de otimismo.
Embora tenha apresentado redução de 2,2% em relação a setembro e de 12,6% na comparação com outubro de 2025, o indicador revela que os empresários continuam esperando melhora nas condições dos negócios.
A percepção mais favorável está concentrada no desempenho das próprias empresas e do comércio em geral.
Em relação à economia brasileira, as opiniões estão mais divididas. O indicador marcou 98,5 pontos, mas 52,6% dos entrevistados afirmaram esperar melhora do cenário econômico, contra 47,4% que projetam piora.
Essa diferença indica que os empresários demonstram maior confiança nas perspectivas de seus próprios estabelecimentos do que na evolução da economia nacional.
Investimentos e estoques
A disposição para contratar funcionários não se reflete na mesma intensidade nos planos de investimento.
O IIEC (Índice de Investimento do Empresário do Comércio) ficou em 99 pontos em outubro, resultado 6% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado.
No componente que avalia especificamente os investimentos das empresas, o indicador marcou 88,3 pontos. Entre os entrevistados, 43,7% pretendem ampliar os investimentos, enquanto 56,3% planejam reduzi-los.
Em relação aos estoques, 60,6% dos empresários consideram que os volumes de mercadorias estão adequados. Outros 22,8% avaliam que estão acima do necessário e 16,2% afirmam que estão abaixo do ideal.
O indicador de adequação dos estoques ficou em 93,4 pontos.
Confiança geral ainda enfrenta dificuldades
Apesar das perspectivas favoráveis para as contratações e para o desempenho dos negócios nos próximos meses, o cenário atual ainda preocupa os comerciantes.
O ICEC de Campo Grande recuou 1,4% em outubro, passando de 91,7 para 90,4 pontos. O resultado mantém o indicador abaixo da marca de 100 pontos pelo 11º mês consecutivo.
Na comparação com outubro de 2025, quando havia registrado 101,9 pontos, a queda foi de 11,3%.
O cenário nacional também apresentou retração. O ICEC brasileiro passou de 100,2 pontos em setembro para 98 pontos em outubro, redução de 2,2%. Com isso, Campo Grande ficou 7,6 pontos abaixo da média nacional.
A avaliação das condições atuais é o principal ponto de preocupação. O ICAEC (Índice de Condições Atuais do Empresário do Comércio), que mede a percepção dos comerciantes sobre a economia, o setor e suas próprias empresas, ficou em 56,5 pontos.

