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Economia

Feirão de empregos atrai poucos candidatos, mesmo com 50 vagas disponíveis

Oportunidades de trabalho são oferecidas com intermédio da CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas) de Campo Grande

Por Paula Maciulevicius Brasil | 20/10/2020 09:25
Candidatos aguardavam atendimento na CDL nesta manhã (Foto: Marcos Maluf)
Candidatos aguardavam atendimento na CDL nesta manhã (Foto: Marcos Maluf)

Aproximar trabalhadores das vagas que a CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas) tem a oferecer. Era este o objetivo do feirão de vagas da Câmara. Na manhã desta terça-feira (20), o auditório da CDL estava ocupado de esperança. Cerca de 40 candidatos esperavam por conseguir as 50 vagas divulgadas.

Já começando a fase de contratação dos temporários, as 50 vagas são destinadas ao varejo, especificamente para a área de vendas como atendentes, vendedores e estoquistas.

Diretora de marketing da entidade, Marcia Scherer explica que essa é a oportunidade de repor as vagas que foram perdidas durante a pandemia, mesmo com todos os auxílios do governo federal para segurar demissões.

“Já temos as 50 vagas, começamos a fazer o chamamento há dez dias junto aos empresários e vamos continuar nos próximos 15 dias”.

A logística preparada pela CDL foi de recolher os currículos, ministrar duas palestras, a primeira sobre responsabilidade e aparência e a segunda, motivacional. E depois os candidatos passariam pela Funsat (Fundação Social do Trabalho).

“As pessoas precisam ser motivadas, para sair daqui com a autoestima em alta. Até porque a pandemia afetou, você pode ver que no feirão de março neste horário já estava lotado de gente. Hoje vieram poucas pessoas, muitos ficam pensando que não vão conseguir”, completa.

Jovelino Chimenes, 34 anos, foi um dos trabalhadores afetados pelo novo coronavírus. Analista de sistemas, ele não esperava a demissão que aconteceu no início da pandemia. “Perdi o emprego e estava como autônomo, agora estou buscando um emprego, minha área é de RH”.

Jovelino diz que não esperava perder o emprego na pandemia (Foto: Marcos Maluf)
Jovelino diz que não esperava perder o emprego na pandemia (Foto: Marcos Maluf)

Deficiente físico, ele espera conseguir uma colocação no mercado pelas cotas destinadas a trabalhadores com algum tipo de deficiência. “Meu currículo já estava pronto, fui bastante impactado pela pandemia, não esperava mesmo ficar desempregado, até pelas cotas, mas a empresa teve que enxugar o número de funcionários”, conta.

Um ano. Este é o tempo em que Paulo Sérgio de Oliveira, de 46 anos, está desempregado. O último trabalho com carteira assinada foi como segurança de empresa privada.

Sabendo que a idade pode pesar na seleção, o apelo que Paulo Sérgio faz é por oportunidades. “Estou buscando uma oportunidade. Quando você chega numa entrevista perguntam se tem experiência, mas se ninguém der a oportunidade, como é que vai conseguir experiência?”, questiona.

Acadêmica de nutrição, Iasmin de Barros Miranda, de 20 anos, estava em busca do primeiro emprego. Com experiência como auxiliar de escritório durante estágio, ela fala que está difícil conseguir emprego. “Já fui em agências de emprego como a Funtrab (Fundação Estadual do Trabalho) e não consegui. Está difícil, mas eu tenho esperança”.

Candidatos assistem palestra com dicas para entrevista de emprego (Foto: Marcos Maluf)
Candidatos assistem palestra com dicas para entrevista de emprego (Foto: Marcos Maluf)

O perfil de candidatos é do mais variado e reflete o que a pandemia provocou: desemprego e também diminuição das oportunidades de vagas. A CDL observa desde candidatos mais velhos, com experiência, até quem procura o primeiro emprego.

Hoje a CDL vai receber currículos presenciais até 18h. Interessados também podem trazer durante a semana, que a medida em que as vagas surgirem, a CDL fará a triagem. A Câmara dos Dirigentes Lojistas fica na Rua Antônio Corrêa, 417, no Monte Líbano. A Funsat (Fundação Social do Trabalho em Campo Grade) estará no local até 12h currículos e fazendo a consulta de vagas. É preciso estar com documentos pessoais e carteira de trabalho em mãos.

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