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Economia

Governo mantém cota de US$ 300 para compras e agrada comércio

Por Renata Volpe Haddad | 30/06/2015 16:24
Cota de U$$ 300 é mantida, mas prorrogação de frees shops na fronteira desaponta. (Foto: Casino Amambay/Divulgação)
Cota de U$$ 300 é mantida, mas prorrogação de frees shops na fronteira desaponta. (Foto: Casino Amambay/Divulgação)

A cota para compras na fronteira permanece em U$$ 300 até 1º de julho de 2016. A decisão foi determinada pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, ontem (29) que também alterou o prazo para regulamentação dos frees shops, que são as lojas francas isentas de impostos no Brasil, para o mesmo período do próximo ano.

No ano passado, o Governo Federal anunciou que diminuiria a cota dos viajantes para U$$ 150, justamente por causa da implantação das lojas francas do lado brasileiro, porém, como a regulamentação das frees shops foi adiada, a cota permanece a mesma.

Para o presidente da Associação Comercial de Ponta Porã, Eduardo Gaúna, manter a cota agrada a todos, mas a surpresa foi em relação ao adiamento das lojas francas. “O comércio de Ponta Porã movimenta 40% com os consumidores, então manter é cota é viável para os dois países. Porém, algo que seria bom e o que mais aguardávamos, eram as lojas francas, mas vamos precisar esperar mais um ano pela decisão de regulamentação”, explica.

De acordo com o diretor da Câmara de Comércio de Pedro Juan Caballero, Anderson Carpes, o momento é de comemoração, pois como o dólar se manteve alto no primeiro semestre do ano, manter os U$$ 300 vai atrair os consumidores. “Ainda queremos mais, já faz dois anos que trabalhamos para implementar uma cota de U$$ 500 para compras na fronteira, gerando assim mais emprego e renda para os cidadãos de Ponta Porã e Pedro Juan”, comenta.

Conforme Carpes, dos 20 mil funcionários que trabalham na cidade do Paraguai, 14 mil são brasileiros. “Empregamos mais brasileiros que paraguaios. No começo deste ano, por causa da alta do dólar, os comerciantes precisaram dispensar cerca 20% dos trabalhadores, pois como o dólar não estava atrativo, as vendas caíram, mas creio que a partir de julho, tudo volte ao normal”, finaliza.

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