Já conferiu? R$ 5,8 bilhões "esquecidos" em bancos ainda esperam pelos donos
Quase 24 milhões de brasileiros têm valores a receber; consulta é gratuita e online
Uma conta encerrada há anos, uma cobrança indevida ou até um consórcio antigo podem esconder um dinheiro que o consumidor nem lembra que tem. No Brasil, R$ 5,79 bilhões continuam disponíveis para resgate em bancos e outras instituições financeiras. O montante pertence a quase 24 milhões de pessoas e mais de 2 milhões de empresas.
RESUMO
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Quase 24 milhões de pessoas e mais de 2 milhões de empresas têm R$ 5,79 bilhões a resgatar em instituições financeiras, segundo o Banco Central. Do total, R$ 4,31 bilhões são de pessoas físicas. Cerca de 69,4% dos beneficiários têm até R$ 10. Os bancos concentram 42,4% do valor, e os consórcios somam R$ 1,97 bilhão. A consulta é gratuita no Sistema Valores a Receber, com CPF e data de nascimento. O Pix pode levar até 12 dias úteis.
Os números foram divulgados nesta terça-feira (13) pelo BC (Banco Central) e consideram os valores disponíveis até agosto de 2026. Em apenas um mês, o dinheiro ainda não resgatado aumentou 2,6%, passando de R$ 5,65 bilhões para R$ 5,79 bilhões.
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A maior parte dos recursos, R$ 4,31 bilhões, pertence a 23,94 milhões de pessoas físicas. Outros R$ 1,48 bilhão estão vinculados a 2,36 milhões de empresas. O dinheiro pode ser recuperado por meio do SVR (Sistema Valores a Receber), ferramenta gratuita mantida pelo Banco Central.
Apesar do montante bilionário, quem fizer a consulta provavelmente encontrará quantias pequenas. Segundo o levantamento, 69,4% dos beneficiários têm até R$ 10 disponíveis. Outros 18,95% possuem valores entre R$ 10,01 e R$ 100.
Apenas 9,39% têm direito a quantias entre R$ 100,01 e R$ 1 mil, enquanto 2,21% podem recuperar mais de R$ 1 mil.
De onde vem o dinheiro? - Os bancos concentram R$ 2,46 bilhões dos recursos esquecidos, o equivalente a 42,4% do total. As administradoras de consórcios aparecem em seguida, com R$ 1,97 bilhão, enquanto as cooperativas de crédito acumulam R$ 805,6 milhões.
Também há dinheiro parado em instituições de pagamento (R$ 369,6 milhões), financeiras (R$ 121 milhões), corretoras e distribuidoras (R$ 68 milhões) e outras instituições (R$ 5 milhões).
Os valores podem ter diferentes origens. Entre elas estão saldos de contas bancárias encerradas, tarifas cobradas indevidamente, parcelas de operações de crédito que deveriam ter sido devolvidas e recursos não retirados após o encerramento de grupos de consórcio.
Também entram nessa conta sobras distribuídas por cooperativas de crédito e saldos remanescentes em contas de pagamento e investimentos.
Saiba como conferir - Não é necessário procurar cada banco em que o consumidor já teve conta. A consulta pode ser feita diretamente no site oficial do Sistema Valores a Receber, informando CPF e data de nascimento.
Se houver recursos disponíveis, o interessado deverá acessar o sistema com uma conta Gov.br de nível prata ou ouro, quando exigido, para verificar os valores e a instituição responsável pela devolução.
Após aceitar o termo de responsabilidade, poderá solicitar o pagamento conforme as opções apresentadas. Quando o resgate por Pix estiver disponível, a transferência poderá ocorrer em até 12 dias úteis.
Quem não tiver uma chave Pix deverá procurar a instituição financeira indicada pelo sistema para combinar outra forma de recebimento.
O serviço também permite consultar valores deixados por pessoas falecidas. Nesses casos, a solicitação deve ser feita por herdeiros, inventariantes, testamentários ou representantes legais, observadas as exigências para comprovar o direito ao dinheiro.
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