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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

14/12/2011 12:05

Líder do PIB em MS, Campo Grande teve crescimento de 82% em 6 anos

Marta Ferreira

Municípios menores, como Corumbá e Ponta Porã, tiveram crescimentos ainda maiores, revelam dados do IBGE

Campo Grande teve crescimento de 82% do PIB de 2009. Cidade concentra um terço das riquezas produzidas pelo EstadoCampo Grande teve crescimento de 82% do PIB de 2009. Cidade concentra um terço das riquezas produzidas pelo Estado

No intervalo de 6 anos, o PIB (Produto Interno Bruto) de Campo Grande cresceu 82,97%, conforme o estudo Contas Regionais, divulgado hoje pelo IBGE. A soma das riquezas produzidas pela economia municipal passou de R$ 6,3 bilhões em 2004 para R$ 11,6 bilhões em 2009, mantendo a Capital como o município mais rico do Estado. Ela é responsável por 32% do PIB estadual, que alcançou R$ 36 bilhões em 2009, dado já divulgado anteriormente.

O estudo divulgado pelo IBGE hoje coloca Campo Grande como a 15ª capital com maior PIB e a 36ª maior entre os 5,5 mil municípios do Brasil. É a única cidade do Estado que faz parte desse ranking.

Dourados, a segunda maior economia do Estado, fechou 2009, com PIB de R$ 3 bilhões, mas, com 62,62% de evolução em relação aos R$ 1,8 bilhão de 2004, teve crescimento abaixo de Corumbá e Três Lagoas, terceira e quarta colocadas no “top five” do PIB municipal.

Corumbá e Três Lagoas tiveram crescimento maior, inclusive, que o de Campo Grande para Produto Interno entre 2004 e 2009.

Em Corumbá, o crescimento foi de 114,17%, passando de R$ 1,2 bilhão para R$ 2,7 bilhões. Em Três Lagoas, capitaneado pelo crescimento industrial, a produção de riquezas saltou de R$ 998 milhões em 2004 para R$ 2 bilhões no ano retrasado, um aumento de 101,67%.

Ponta Porã, quinta colocada no ranking, produziu em 2009, R$ 821,4 milhões, 62,75% de aumento em relação a 2004.

Os resultados se explicam pelo comportamento da economia dos municípios nos últimos anos, como traduz o economista da Secretaria de Planejamento, Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, Eliandres Saldanha.

Ele lembra que Campo Grande segue como maior pólo econômico do Estado, turbinada pelos investimentos crescentes na indústria e nos setores de comércio e serviços.

Dourados, representante maior da economia baseada na agricultura, teve uma evolução menor justamente por causa dos problemas que as lavouras têm tido nos últimos anos, que fizeram, inclusive, com que em 2009, o PIB do Estado tivesse uma evolução discreta, de apenas 0,4% em relação a 2008.

 Líder do PIB em MS, Campo Grande teve crescimento de 82% em 6 anos

Embora Três Lagoas tenha chamado a atenção pelo crescimento do pólo industrial nos últimos anos, ainda está atrás de Corumbá por uma razão específica, observa Eliandres. A cidade concentra o desembaraço do gás natural que entra no País e por isso os valores arrecadados em imposto são creditados para ela.

Corumbá, conforme Eliandres, continua com sua economia calcada na pecuária, que tem o segundo maior rebanho do País, e na mineração. Mas o turismo também está despontando, afirma o economia.

Sobre o impacto da perda da importância da agricultura, a análise do PIB de 2009 entre os municípios mostra que ele faz diferença na parte central da tabela do crescimento pelos municípios. “Há uma dança”, define o economista, lembrando que municípios com maior dependência da agricultura perdem mais.

“A agricultura impacta o comércio e o setor de serviços também”, afirma.

Os dados informados pelo IBGE apontam que os menores crescimentos do PIB entre 2004 e 2005 foram em Douradina, de apenas 12,16%, em Costa Rica, de 13,82% e de Bataguassu, com 19,49% no período.

O recorde de crescimento, em todo o Estado, foi de Antônio João, que saltou de R$ 40 milhões para R$ 154,3 milhões, 281,6% a mais.

Per capita - Considerando a renda média por morador, a maior é Chapadão do Sul, que alcançou R$ 35.7 mil em 2009.

Campo Grande tem apenas a 30ª renda per capita, de R$ 15,4 mil, enquando a menor está no município de Japorã, apenas R$ 5 mil. Divido por 12 meses, esse valor indica que na cidade com forte participação de índios na formação da população, a renda média é de R$ 416, ou seja, menos que o salário mínimo de R$ 545.



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