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Campo Grande, Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017

15/08/2017 20:14

Mercado dá voto de confiança a Meirelles e dólar cai a R$ 3,17

Niviane Magalhães (Estadão Conteúdo)

O dólar renovou mínima ante o real nesta tarde de terça-feira, 15, pois que o Ministério da Fazenda informou que o anúncio de revisão da meta fiscal, marcado para amanhã, será feito hoje, às 18h. A melhora de humor começou no fim da manhã, depois que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, rechaçou que o déficit da meta fiscal deste ano será em torno de R$ 170 bilhões, bem acima dos atuais R$ 139 bilhões.

Depois disso, a moeda americana atingiu novas mínimas diversas vezes até fechar em baixa significativa. Contribuiu para este movimento a redução das ameaças entre a Coreia do Norte e os EUA.

"Depois que Meirelles rechaçou uma meta com déficit em torno de R$ 170 bilhões, o mercado começou a dar um voto de confiança para a equipe econômica", disse o diretor da corretora Mirae, Pablo Spyer. "Não vemos necessidade de chegar a números como R$ 170 bilhões (de déficit)", disse Meirelles pela manhã.

De acordo com o diretor da Correparti Ricardo Gomes da Silva, o fato de o Ministério da Fazenda ter oficializado uma data para divulgação da revisão da meta fiscal gerou certa tranquilidade, o que levou o mercado a interpretar que o número "deverá vir mais próximo ao que o ministro (Henrique Meirelles) quer do que a área política deseja".

O Broadcast apurou que o governo poderá anunciar revisões dos déficits primários para R$ 159,5 bilhões, equivalentes ao rombo registrado em 2016. Até agora, a equipe econômica trabalhava com metas menores de déficit para este ano (R$ 139 bilhões) e R$ 129 bilhões em 2018.

Redução de risco no exterior também contribuiu para o movimento baixista. Para o diretor de câmbio da Abrão Filho, Fernando Oliveira, após o recuo na ameaça da Coreia do Norte, o ambiente para o risco melhorou. Ontem, o regime do líder norte-coreano Kim Jong-un decidiu manter em compasso de espera o plano de lançar mísseis na região do território americano de Guam, no Pacífico. "Esta mudança ocorreu depois que a China impôs limitações nas importações da Coreia do Norte, que é totalmente dependente do gigante asiático", disse Oliveira. Dados positivos dos EUA, como as vendas no varejo acima do esperado, também impulsionaram o dólar no exterior.

Esta percepção reduziu a procura por moedas consideradas porto seguro, como o iene e o franco suíço e, com isso, o dólar encontrou espaço para subir lá fora, movimento que refletiu em alta internamente no início do pregão.

No mercado à vista, o dólar terminou em baixa de 0,79%, aos R$ 3,1745. O giro financeiro somou US$ 695 milhões. Na mínima, a moeda ficou em R$ 3,1715 (-0,88%) e, na máxima, aos R$ 3,2066 (+0,21%).

No mercado futuro, às 17h38, o dólar para setembro caía 0,75%, aos R$ 3,1775. O volume financeiro movimentado somava cerca de US$ 12,33 bilhões. Durante o pregão, a divisa oscilou de R$ 3,1770 (-0,76%) a R$ 3,2175 (+0,49%).




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