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Economia

Motoristas aderem ao “fique em casa” para lidar com mais um aumento na gasolina

Comunicado da Petrobras indica que o litro da gasolina terá alta de 7,04% e diesel de 9,15%

Por Aletheya Alves | 26/10/2021 06:25
Funcionário de posto de combustíveis "reformando" painel de preços. (Foto: Kísie Ainoã)
Funcionário de posto de combustíveis "reformando" painel de preços. (Foto: Kísie Ainoã)

Mais um aumento nos preços da gasolina e do diesel foi anunciado pela Petrobras, gerando novos valores a partir desta terça-feira (26). Sem conseguir abandonar o carro, motoristas relatam que aderir ao “fique em casa”, desta vez, não devido à covid-19, tem sido a medida paliativa para a "dor" no bolso.

Sobre o reajuste de, em média, R$ 0,21 por litro da gasolina, o comerciante José Aparecido Costa, de 61 anos, explica que o método indicado para seguir na pandemia tem sido forçado devido ao aumento nos preços. “Não consigo abandonar o carro totalmente, então, a gente tem saído de casa só para o extremamente necessário”, disse.

Proprietário de um restaurante em Rochedo, José explicou que as vindas à Campo Grande são essenciais, mas também precisaram ser “cortadas”.

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Antes, a gente vinha mais de duas vezes por semana para fazer as compras, mas agora, é uma vez só. Se continuar aumentando assim, não tem como trabalhar, não tem jeito", José relata.

Seguindo a mesma estratégia, Aluísio Izidoro, de 55 anos, explicou que a solução forçada tem sido diminuir os passeios e viver na base do essencial. “Na minha idade, é complicado deixar o carro e pegar uma bicicleta, por exemplo. Outra coisa é ter um carro que ajude e seja econômico. Carro que gasta a mais não dá”.

Ainda sem reajuste, gasolina é encontrada a R$ 6,17 em posto na Avenida Eduardo Elias Zahran. (Foto: Kísie Ainoã)
Ainda sem reajuste, gasolina é encontrada a R$ 6,17 em posto na Avenida Eduardo Elias Zahran. (Foto: Kísie Ainoã)

Mantendo o carro, Carlos Peres, de 61 anos, relatou que retira o veículo da garagem com frequência ainda menor do que quem segue trabalhando, pois é aposentado e consegue seguir o ritmo indicado para a pandemia. “Lá em casa, a gente só sai para ir até o hospital, mercado. Coisa de sobrevivência mesmo”, disse.

Carlos explica que tem usado o veículo apenas para situações essenciais. (Foto: Kísie Ainoã)
Carlos explica que tem usado o veículo apenas para situações essenciais. (Foto: Kísie Ainoã)

Para Carlos, não há muita escolha, já que a alteração dos preços tem sido constante. “Tem mudado com frequência, mas a gente não tem o que fazer. Precisamos economizar”.

Em postos de combustíveis da Capital, ainda sem o reajuste, a reportagem encontrou o litro da gasolina custando entre R$ 6,09 e R$ 6,17. Para ilustrar, com valor mais alto, um cliente abasteceu cerca de 41 litros de gasolina aditivada, precisando desembolsar R$ 264,74. Confira o vídeo abaixo:

Reajuste - Este é o segundo aumento nos preços apenas em outubro. Conforme anúncio da Petrobras, o preço médio da gasolina na refinaria irá passar de R$ 2,98 para R$ 3,98. A alta significa um reajuste médio de R$ 0,21 por litro, ou seja, 7,04%.

A justificativa da Petrobras, conforme dados do G1, é que os ajustes são importantes para “garantir que o mercado siga sendo suprido em bases econômicas e sem riscos de desabastecimento”.

Posto de combustíveis na Avenida Presidente Vargas cobra R$ 6,09 o litro da gasolina antes de reajuste. (Foto: Kísie Ainoã)
Posto de combustíveis na Avenida Presidente Vargas cobra R$ 6,09 o litro da gasolina antes de reajuste. (Foto: Kísie Ainoã)

No domingo, o presidente Jair Bolsonaro antecipou o aumento durante um evento em Brasília. Ele explicou que o preço do petróleo no exterior e do dólar no Brasil fazem com que os valores dos combustíveis sejam reajustados.

Durante o lançamento do Programa MS Alfabetiza, na tarde de hoje, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) disse que a pauta sobre a gasolina continua congelada e que a Petrobras precisa mudar a política de preços.

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