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Campo Grande, Domingo, 20 de Agosto de 2017

16/03/2017 17:15

Na contramão de outros estados, preço do combustível em MS fica mais caro

Sindicato afirma que redução só está atrasada e já começou a ser sentida nesta semana.

Ricardo Campos Jr.
Preço da gasolina comum vendida a R$ 3,59 nesta quarta, valor abaixo da média registrada semana passada (Foto: Alcides Neto)Preço da gasolina comum vendida a R$ 3,59 nesta quarta, valor abaixo da média registrada semana passada (Foto: Alcides Neto)

Na contramão de quase todos os estados brasileiros, Mato Grosso do Sul registrou aumento no preço da gasolina na semana passada, conforme balanço da ANP (Agência Nacional do Petróleo). O produto também ficou mais caro no Rio de Janeiro e Roraima, enquanto nas demais unidades federativas houve redução motivada pela iniciativa dos donos de postos em esgotarem os estoques.

O presidente do Sinpetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo e Lubrificantes de Mato Grosso do Sul), Edson Lazaroto, garante que o estado está apenas atrasado na redução de preço nas bombas, que começou a ser sentida nesta semana.

Segundo ele, além do barateamento provocado pelos estoques, também houve queda no preço do produto.

“Houve uma redução no valor cobrado pelas distribuidoras de quatro a cinco centavos, pelo menos, em alguns postos. Hoje os consumidores encontram gasolina a R$ 3,40 na cidade. Na próxima cotação já deve mostrar essa queda. Demorou um pouco mais”, afirmou ao Campo Grande News.

A crise teve efeitos positivos aos consumidores e negativo para empresários no ramo dos combustíveis. A queda no poder de consumi reflete em menor volume de vendas e acúmulo de gasolina nos postos.

Como as empresas têm contratos com os fornecedores para aquisição de quantidades mínimas, elas têm que fazer promoções para esgotar o que está parado nos reservatórios.

Em Campo Grande existe mais um agravante: a concorrência. Lazaroto afirma que existem mais de 150 empresas do ramo na cidade competindo entre si para atrair clientes.

Como resultado, 26 postos fecharam nos últimos seis meses na cidade. O mais recente deles foi o da esquina da Afonso Pena com a 13 de Maio.

“O posto vivia cheio, o que passava a falsa imagem de lucro. O antigo dono foi obrigado a vender porque não aguentou, apesar de todo o movimento que ele tinha. Não é quantidade, mas tem que ter uma margem para pagar os compromissos, senão fica devendo. Ele entregou o ponto”, diz o presidente do Sinpetro.

Números – A ANP realiza um levantamento semanal do preço dos combustíveis em várias cidades brasileiras. O órgão encontrou gasolina comercializada a R$ 3,69 na Capital. Em Mato Grosso do Sul, o preço médio entre os dias 5 e 11 de março foi de R$ 3,66, enquanto na anterior havia sido de R$ 3,64.

No Amazonas, por exemplo, o produto caiu de R$ 3,62 para R$ 3,46 no mesmo período, uma das reduções mais expressivas em todo o país. Já no Paraná, o preço médio do combustível foi de R$ 3,64 para R$ 3,60, um dos mais baratos registrados pela Agência.




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