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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

26/12/2012 10:38

No "dia da troca", 30% dos presentes voltam às lojas e puxam vendas

Luciana Brazil
Aurora fez troca para o filho e aproveitou para levar mais duas peças para ela. (Fotos:Rodrigo Pazinato)Aurora fez troca para o filho e aproveitou para levar mais duas peças para ela. (Fotos:Rodrigo Pazinato)

Ganhar um presente de Natal e precisar trocá-lo,não é o que se espera. Mas para os comerciantes, a troca, muitas vezes indesejada pelos clientes, pode ser a “menina dos olhos” de qualquer comércio. No dia da troca, 26 de dezembro, as lojas no centro de Campo Grande garantem que pelo menos 30% do que é vendido "retorna" às lojas e puxa novas vendas.

Ao entrar em um comércio para trocar um presente, o cliente passa a conhecer as mercadorias da empresa, podendo fazer ainda uma nova compra, acreditam os vendedores e gerentes.

“A troca é positiva. O cliente movimenta a loja, vê coisas novas e geralmente aproveita alguma promoção, comprando outra peça”, conta a gerente de uma loja de roupas, Seigra Oliveira, 28 anos.

Porém, nem sempre ter que trocar um presente é agradável. Mas essa sensação pode ser apenas no início. Depois de entrar na loja, a troca pode se transformar em um investimento no visual.

“Eu vim trocar uma roupa que meu filho ganhou e estou levando mais duas roupas para mim. Aproveitei o preço. Trocar é chato, mas necessário e acaba sendo um bom negócio”, lembrou a professora Aurora Goes dos Santos, 60 anos.

Quando o produto está na promoção, a troca pode chegar a 60% das vendas, como afirma Kátia Arruda, gerente de um comércio de roupas. “Quando o cliente troca, ele dá, de certo modo, um retorno para a loja. Quando tem promoção o cliente compra para aproveitar o preço, mas depois não dá certo e ele precisa voltar à loja”.

No caso de produtos que não estão com desconto, o percentual, segundo Kátia, fica em torno de 30%.

Suzana diz que focar no perfil pode diminuir o número de trocas.Suzana diz que focar no perfil pode diminuir o número de trocas.
Seigra explica que bom atendimento é primordial. Troca é positiva garante.Seigra explica que bom atendimento é primordial. Troca é positiva garante.

Trabalhar a troca, segundo Rodrigo Bravo, 29 anos, pode ser o sinal de uma nova venda. “Se o atendimento for bom e se o vendedor souber trabalhar a troca, ele pode vender algo, com certeza”, garante Rodrigo há 10 anos na loja de roupas.

No sexto ano consecutivo trabalhando na mesma empresa, a vendedora Suzana de Almeida Ajala, 28 anos, lembra que no ano passado, logo cedo, a loja já havia feito de 10 a 15 trocas, diferente da manhã de hoje.

A aposta de Suzana é que as vendas da loja de cosméticos têm sido feitas com foco no perfil de cada cliente. “A gente trabalha bastante o perfil, tentando entender como é a pessoa que vai ganhar o presente. Isso pode diminuir o número de trocas”.

Além do foco, Suzana lembra que as listas de amigo oculto, comuns nesta época do ano, estão sendo mais específicas. As pessoas têm dito exatamente o que querem ganhar. “Isso facilita”, explicou.

“Antes do Natal, nós fizemos muita troca, o que significa que os amigos secretos foram feitos antes do Natal. Também tem essa questão”, conta Suzana.

Nas ruas do centro, o movimento de carros era mínimo na manhã de hoje, em comparação com os dois últimos dias. Pode ser um sinal de que as trocas vão se intensificar no período da tarde, acreditam os comerciantes.

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