Número de famílias endividadas tem leve aumento, mas contas atrasadas caem
Cresceu, também pouco, o percentual que diz não ter condições de pagar as dívidas
Divulgada nesta quarta-feira (14), pesquisa da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) mostrou que o endividamento das famílias de Campo Grande teve um leve aumento no fim do ano passado: de 65%, passou para 68,6%. O crescimento foi de 3,6%.
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O endividamento das famílias em Campo Grande registrou leve aumento no final de 2025, passando de 65% para 68,6%. Em contrapartida, houve redução na inadimplência, com o percentual de famílias com contas atrasadas caindo de 30,3% para 29,4%, segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio. O estudo revelou diferenças no perfil do endividamento conforme a renda familiar. Famílias com menor renda utilizam mais carnês, enquanto as de maior renda optam por financiamentos estruturados. O cartão de crédito permanece como principal fonte de dívidas, especialmente entre famílias com renda superior a 10 salários mínimos.
Por outro lado, ficou menor o número de famílias com contas atrasadas ou seja, inadimplentes. A queda também foi pequena. O percentual saiu de 30,3% para 29,4% no mesmo período, uma diferença de 0,9%.
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Houve, ainda, aumento no número de famílias que afirmam não ter condições de pagar as dívidas feitas. O índice ficou em 13,7% em dezembro de 2025 e era de 12,5% no mesmo período do ano anterior. O aumento foi de 1,2%.
A maior parte dos endividamentos segue relacionada ao cartão de crédito. Quanto à inadimplência, os entrevistados pela pesquisa não foram perguntados sobre quais contas deixaram de ser pagas.
A CNC ouviu 17.800 pessoas nos últimos 10 dias do mês de dezembro de 2025 para realizar o levantamento.
Diferenças no endividamento - Na análise da economista Regiane Dedé, da Fecomércio/MS (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso do Sul), outro resultado da pesquisa evidencia que o perfil do endividamento muda de acordo com a renda familiar.
“As famílias de menor renda tendem a utilizar instrumentos de crédito mais imediatos, como carnês, enquanto as de maior renda acessam financiamentos estruturados. Isso exige políticas e estratégias de educação financeira adaptadas a cada realidade", ela afirma.
Famílias com renda de até 10 salários mínimos têm menor acesso a linhas de crédito com valor elevado, concentrando mais dívidas em carnês para consumo parcelado.
Já entre as famílias com renda superior a 10 salários mínimos, o endividamento está mais associado a financiamentos de maior valor, como veículos.
Maior responsável pelo endividamento entre todos, o cartão de crédito gera mais dívidas entre as famílias de renda mais elevada. Ele está presente em 69,6% das dívidas entre famílias com renda maior que 10 salários mínimos, contra 65,9% com até 10 salários mínimos.


