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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

09/11/2011 14:02

Oito empresas sonegaram R$ 100 milhões em impostos no Estado

Wendell Reis
Promotora Jiskia Sandri Trentin revelou que R$ 200 milhões foram sonegados no ano passado, mas o MPE não conseguiu oferecer denúncia em tempo. (Foto: Simão Nogueira)Promotora Jiskia Sandri Trentin revelou que R$ 200 milhões foram sonegados no ano passado, mas o MPE não conseguiu oferecer denúncia em tempo. (Foto: Simão Nogueira)

O Mato Grosso do Sul aderiu nesta quarta-feira (9) a Operação Nacional de Combate à Sonegação Fiscal – 2011. A operação consiste em uma mobilização nacional envolvendo 22 Estados e o Distrito Federal, Ministérios Públicos, Secretarias de Fazenda e órgãos e instituições parceiras. A operação no Estado envolve 120 pessoas, que se mobilizam para combater a prática da sonegação, que gerou prejuízo de R$ 300 milhões nos últimos anos no Mato Grosso do Sul.

A promotora de Justiça do Gaeco (Grupo de Repressão ao Crime Organizado), Jiskia Sandri Trentin, revela que no ano passado foi constatada uma sonegação de R$ 200 milhões. Porém, não foi possível oferecer a denúncia, pois foi preciso fazer as apurações, que chegaram à fase final, com ajuizamento de oito ações, totalizando R$ 100.706.770,65 em 2011.

Segundo a promotora, as ações são contra oito empresas dos ramos de alimento, bebida e construção. As empresas estão instaladas em Campo Grande (2), Itaporã (2), Paranaíba, Bataguassu, Amambai e Ponta Porã. Estas empresas deixaram de registrar a entrada ou saída das mercadorias, não repassando os valores aos cofres públicos.

A promotora confidenciou que infelizmente as pessoas acabam achando que é fácil sonegar e precisam ver a ação penal para perceber que é melhor pagar. Ela relata que o Ministério Público Estadual se sente desestimulado, pois fica como se fosse cobrador, quando esta não é sua finalidade. Outra baixa está no fato de que durante o processo a pessoa é obrigada a pagar o que é sonegado e a punibilidade chega ao fim quando isso acontece. A possibilidade de outros crimes associados não é descartada no caso das oito empresas, mas as investigações ainda precisam ser concluídas.

Delegado revelou que depósito de Campo Grande abriga R$ 200 milhões em mercadorias(Foto: Simão Nogueira)Delegado revelou que depósito de Campo Grande abriga R$ 200 milhões em mercadorias(Foto: Simão Nogueira)

O delegado da Receita Federal, Flávio de Barros Cunha, revela que nos meses de agosto, setembro e outubro a Receita ingressou 500 representações por crimes de contrabando, quando a mercadoria não pode ser comercializada no País, e descaminho, quando a comercialização é permitida, mas não se recolhe os impostos.

Cunha revela que é difícil ter uma idéia do quanto de mercadoria consegue burlar a fiscalização, mas calcula-se que pode ser grande, visto a quantidade de apresentações. O depósito da Receita Federal em Campo Grande conta com R$ 20 milhões em mercadorias. Estas recebem destinação legal, mas voltam a encher os depósitos por conta das frequentes apreensões. Além de Campo Grande, o Estado conta com depósitos em Mundo Novo, Ponta Porã e Corumbá.

Também foram apresentadas 15 representações fiscais para fins penais da Receita Estadual, em um total sonegado de R$ 15.687.627,48. Quanto aos valores sonegados à Receita Federal, foi apurado um montante de R$ 991.954,00, relativos a 50 representações fiscais para fins penais encaminhadas ao Ministério Público Federal.

A campanha iniciada nesta manhã conta com panfletagem educativa e fiscalização em estabelecimentos comerciais e postos fiscais e tem o objetivo de combater a sonegação de tributos que deveriam ter sido recolhidos aos cofres públicos e revertidos em proveito da sociedade.

Coletiva de imprensa no MPE detalhou operação de combate à sonegação fiscal.Coletiva de imprensa no MPE detalhou operação de combate à sonegação fiscal.



Cobrar do povo é fácil para o Ministério Público, quero ver é cobrar do governo (Federal) e dos políticos corruptos. Me aponte algum que foi preso por enriquecimento ilícito ou algo mais. Em Brasília, cai um ministro por mês por motivo de corrupção e não acontece nada, apenas perde o cargo. CADEIA NELES!!! ACORDA BRASIL!!! TRANSPARÊNCIA JÁ!!!
 
EDWAR DE OLIVEIRA em 10/11/2011 12:08:05
A empresa que trabalha honestamente, infelizmente não dura muito. Sonegando já é dificil a sobrevivencia, imaginem recolhendo todos esses absurdos de tributos.
As empresas tem 03 patrões : União, Gov. do Estado e Pref.Municipal, o que poderia ser lucro (*fruto do trabalho), tem de ser repassado para esses tres patrões( que nada fazem com os referidos recursos), a não ser p/pagto.de propinas.
 
Orlando de Barros Figueiredo em 10/11/2011 11:32:31
Gostaria desse empenho do funcionalismo publico nos postos de saude e nos hospitais por que la não funciona?
 
alex santos em 10/11/2011 11:03:11
As empresas que sonegam, tambem geram empregos, movimentam a economia, e se faz um tremendo acontecimento quando descobrem a sonegação. Gostaria de saber o que acontece quando os politicos de Brasilia , prescisamente do primeiro escalão, diga-se de passagem herança maldita do Lula, são pegos com milhões, juntas essas empresa sonegaram 200 milhões , sozinho o ex-ministro do esporte roubou 70.
 
RONEY MEDEIROS FIALHO em 10/11/2011 10:47:11
Se todo esse montante sonegado fossem repassadas para benfeitorias a população, porém como isso não acontece e apenas alguns(poíticos) são privilegiados, ta mais é que certo em desviar ou sonegar impostos !!!
 
Otavio Araujo da Silva em 09/11/2011 10:19:22
Isto acontece porque a carga tributária é muito alta no Brasil. Sonegar vira um grande negócio e altamente lucrativo. Com mais de 40% de imposto eu não sei se o desonesto é o empresário ou o governo que praticamente extorque a gente. O sonegador ferra com o comércio honesto que não tem como concorrer com os preços 30, 40% mais baixo do sonegador e fecha as portas e despede os empregados.
 
Gilberto Ozuna em 09/11/2011 08:05:39
Concordo com o leitor Antonio.
 
Lucia Oliveira em 09/11/2011 06:56:36
Fico muito feliz de contarmos com profissionais competentes, só agindo assim conseguiremos ser implacáveis pela democracia deste Pais. Mas o que falta são leis que puna tanto a iniciativa privada como os gestores corruptos...Pela Transparência pública do dinheiro do povo...
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Walter Gomes de Sousa em 09/11/2011 06:51:26
As autoridades tem a obrigação de divulgar o nome destas empresas, bem como de seus proprietários, para que a população fique alerta contra estes péssimos brasileiros.
 
Antonio Francischini em 09/11/2011 06:39:09
o que os políticos deveriam fazer é direcionar os impostos que pagamos na hora da compra, diretamente aos cofres dos governos, como acontece nos EUA. Lá os impostos vão direto para o governo, aí ficaria menos pessoas para desviá-los. enquanto no brasil os impostos do carro é em torno de 40%, nos EUA é 6% (veja de agosto/2011). se acabarmos com esses péssimos atravessadores, os comerciantes.falei
 
mateus romero barbosa em 09/11/2011 04:50:00
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