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Campo Grande, Segunda-feira, 22 de Janeiro de 2018

19/07/2017 17:38

Para 78% das famílias da Capital, renda caiu ou ficou estagnada

Redução de compra atinge 58% dos consumidores de Campo Grande

Osvaldo Júnior
Comércio na área central da Capital; campo-grandense está comprando menosComércio na área central da Capital; campo-grandense está comprando menos

Com queda ou estagnação da renda, o campo-grandense está menos disposto a ir às compras. Conforme o ICF (Intenção de Consumo das Famílias), divulgada nesta quarta-feira (dia 19) pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), 78,7% dos consumidores da Capital consideram que a renda atual é inferior ou igual à do ano passado. Nesse cenário, 58,6% acreditam que estejam comprando menos que em 2016.

Com as respostas a questões sobre renda, consumo e avaliação do emprego, o ICF resultante foi de 76,8 pontos em junho, abaixo dos 78,9 pontos do mês anterior, mas abaixo dos 65,4 pontos de julho de 2016 – isso significa que a situação deste ano foi considerada, em diversos aspectos, pior que a de 2016, que foi ainda mais crítico frente ao ano anterior.

Para 20,1%, a renda melhorou em relação a 2016. No entanto, para 78,7% não houve mudança (43,9%) ou piorou (34,8%). As famílias com rendimentos menores (até dez salários mínimos) sentiram mais fortemente os impactos da crise: para 37,7%, a renda caiu. No caso dos que recebem acima dos dez salários, 19,8% avaliam estar com rendimento menor neste ano.

A renda reduzida ou estagnada reflete no nível e na perspectiva de consumo. Dos entrevistados, 58,6% accreditam que que estão comprando menos neste ano. Já 25% avaliam que não elevaram e nem reduziram o volume de compras. Apenas 15,9% afirmam estar consumindo mais.

As compras devem continuar baixas nos próximos meses. No segundo semestre, 55,9% acreditam que compararãoi menos que igual período do ano passado. Os que esperam aumentar o consumo correspondem a 15% dos entrevistados.

A restrição de crédito foi sentida pela meioria dos consumidores. Para 47,5% deles, neste ano está mais condíficl conseguir empréstimo ou crédito para comprar a prazo.

Outro dado mostra que é baixa a intenção de aquisição de produtos mais caros. Para 68,5% dos consumidores de Campo Grande, o momento é ruim para comprar bens duráveis , como eletrodomésticos, por exemplo.



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