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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

19/12/2013 18:55

Produtos da ceia de Natal estão até 67,4% mais caros na Capital

Zana Zaidan

Os preços dos produtos da ceia de Natal e Reveillón estão até 67,49% mais caros nas gôndolas dos supermercados de Campo Grande, em comparação com os valores de 2012. A elevação foi constada por pesquisa do Nepes (Núcleo de Pesquisas Econômicas) da Universidade Anhanguera-Uniderp, divulgada hoje (19).

“Como uma boa dose prática da economia doméstica, sugere-se a pesquisa de preço dos produtos comprados para as ceias, pois há uma boa variação entre os supermercados e é possível aproveitar as promoções de Natal e de final de ano”, concluiu o coordenador da pesquisa, Celso Correia. A variação média em relação a 2012 foi de 6%, valor acima da inflação acumulada nos últimos 12 meses em Campo Grande, de 4,11%.

Frutas - O levantamento, realizado nos principais supermercados da Capital, aponta que as frutas mais consumidas durante o Natal estão até 67,49% mais caras, caso dos pêssegos. O preço das uvas subiu 30,33% e as ameixas 20,66%. O reajuste médio das frutas é de 14,35%, ainda segundo a pesquisa.

“Informações do setor produtivo de frutas indicam que a subida de preços foi ocasionada pelo aumento da chuva e pela baixa produção. Já as frutas regionais, como abacaxi e melancia tiveram redução dos seus preços”, comenta o coordenador do Nepes, Celso Correia.

Frutas secas - Por outro lado, os preços das frutas secas apresentaram redução de 5,46%. “Esta variação pode ser explicada pela estratégia de antecipação de compra dos supermercados para os produtos importados, que procuram driblar a variação do dólar e, para as frutas nacionais, os seus preços são regulados pela sua produção. A castanha do Brasil (ou do Pará) apresentou uma boa safra em 2013 e os seus preços reduziram em 9,08%”, justifica o pesquisador do Nepes, José Francisco dos Reis Neto.

Panetones – Já os panetones chegaram mais cedo às prateleiras dos supermercados e tiveram alta de 4,51%. De acordo com Neto, os fabricantes podem ter aumentado os preços em função da elevação dos custos da farinha de trigo e demais ingredientes e pelo aumento do dólar.

Peru mais barato – A pesquisa apontou redução no valor do presunto Seara (10,62%), do contra filé (10,81%) e do peru Sadia (9,35%). “É uma boa oportunidade de explorar mais estes produtos para a ceia, pois relativamente os preços não subiram mais que a inflação acumulada no ano”, sugere o pesquisador.

Já outras carnes bastante utilizadas nas ceias apresentaram aumento médio de 2,71%. A alta foi causada, principalmente, pelo reajuste de preço do bacalhau (13,75%), filé de merluza (11,58%), entre outros.

Bebidas – As bebidas mais consumidas nas ceias de fim de ano, tanto alcoólicas quanto as sem álcool, estão mais caras. A champanhe nacional subiu 37,55%, e o uísque 15,69%. Só o vinho nacional apurado na pesquisa, o Almadén, é que está 10,18% mais em conta. As bebidas não alcoólicas tiveram um aumento médio de 12,50%.
Entre os pesquisados, os produtos que mais tiveram alta foi a farinha de trigo, de 61,81%, seguido do azeite (38,98%), queijo tipo minas (31,41%) e do macarrão spaghetti (29,11%).



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